Primeira rodada, terceira, quinta. Semi-final, oitavas? Uma finalíssima. Vinicius é pragmático em campo, assim como é nas palavras, nos desastres e nas catástrofes que causa onde passa. Tanto para o bem quanto para o mal. Afinal, há males que vem para o bem. Antes do início do desafio contra Vini, uma pausa. Há de se adquirir etanol que nos leve até o final do jogo sem a perda de algo tão difícil nos dias de hoje: a paciência. A provocação faz parte do futebol copeiro do bi-campeão. Um pouco de marra, falsa modéstia, muita sapiência, equilíbrio e palavras. Ah, essas palavras... E não são palavras proféticas, cristãs e muito menos frases vindas de um sermão. São pequenas orações vindas da seu pensamento espontâneo e, quiçá, filosófico.
Começou a partida, corre o cronômetro da parte superior esquerda, os primeiros toques já são dignos de alguma intervenção de Vinícius: “Bá, cara, o Torres tá pra baixo. Eu sou muito azarado”. A parte superior direita dita o 0 a 0, mas a psicanálise já impõe outro resultado: 16 a 0 para Vinícius. Aquela duas simples frases viram goleada histórica. O jogo se perpetua e quem já tem a jurisdição da partida é ele, o mago das palavras desconcertantes. O que será que Vinicius quis dizer com aquilo? Irônia, pleonasmo, sarcasmo, apoio? Nenhum ser humano pensante daquela sala sabe responder. Todos se calam perante as palavras sábias de um vencedor.
Intervalo. O adversário de Vinícius, graças a um conta-ataque fulminante, passa a ter o placar do seu lado: 16 a 1. “Cara, tu tá jogando muito melhor. Vou querer esse teu Aguero na próxima escolha”. Não precisamos de cartomante para saber qual a repercussão de tal profanação. Além de sete tiros psicológicos de fuzil, o adversário entra em processo de perda de células, nos tornamos unicelulares perante Vinícius.
Descontos. Vinicius já virou a contenda e tenta apalpar o derrotado: “Bá, que injustiça, tu merecia ganhar. Tive muita sorte”. Do azar para sorte. Da falta de merecimento à gloria. Das palavras para os bufos. De camisa para sem camisa. Da sala para sacada. Do terceiro colocado na fase de grupos para o pódium. Ecstasê. Acaba a partida e o pensamento é uníssono: “Cala boca, Vinícius”. Não podemos calar. Um jogo de futebol também se resolve com palavras. Ah, essas palavras...
Genial! Cala a Boca Vinicius!!! hehehe, com licença, foi brincadeira jovem, te peço mil desculpas, puxa vida, desculpa mesmo...
ResponderExcluirVOU FAZER UM TEXTO EXPLICANDO O QUE SINTO AO JOGAR COM VOCÊS DOIS. TALVEZ ENTEDERÃO AS MINHAS PALAVRAS, MAS PROVAVELMENTE NÃO...
ResponderExcluirTE QUALQUER FORMA AGRADEÇO POR UM POST DEDICADO SOMENTE A MIM!
CALA A BOCA VINI!!!
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