Putaria, esbórnia e um pouquinho de sacanagem na festa dos RedsSócrates era um homem que só sabia que nada sabia. Era um analfabeto que saia indigente a perguntar e achar as respostas para o mundo com perspicácia. Era um pedófilo mental, pois tirava as criancinhas da escola para traçar o conhecimento. Gabriel é o Sócrates da Jovens League. Ele sabe que nada sabe. Toca o time para frente sem precedentes táticos. Vai para guerra como um bárbaro errante alucinado com dez carreirinhas de neve da boa e mais dezoito adesivos de LSD derretendo debaixo da língua. Mesmo assim é vencedor e vanguardista, pois ontem, na Arena Young, conquistou o seu quinto título e galgou mais um passo para entrar na história do futebol virtual, assim como Sócrates entrou na história da filosofia.
A 11ª Edição da Jovens League começou como de praxe: atraso dos participantes. Visto que a pontualidade é uma virtude dos entediados, o colegiado não se manifestou a respeito desse deslize. Pontos corridos foi a fórmula da disputa. Um para o limbo. Um para tumba. E cinco para erguer o único que atingiria a glória, enquanto os outros dois eram apedrejados pelos talibãs contratados pela Jovens Corporation. Foi uma primeira fase cordeira. Destaque para os irmãos Bessa que dispararam em busca do ponto mais alto da pirâmide para gozar do nirvana. Os outros quatro classificados degladiaram-se como se Coliseu fosse a Arena para não deparar-se com nenhum dos Bessas na fase derradeira.
O destino reservou uma mandinga para Ilmar. Mesmo esboçando alguns sorrisos na tarde de domingo depois de passar o rodo num cabaret da cidade, os Skyblues pisaram no buraco que não o levava para o País da Maravilhas em busca de um coelho britânico e, sim, o levava para o inferno em busca do javali que o pisoteou com botas de bico fino. Felipe Uhr foi o jogador mais baldio e improfícuo. Seu apogeu na competição foi quando rebelou-se como um comunista que sofre de cegueira crônica. Descobriu o surrupio de Vinícius ao escalar um jogador irregular e lutou com foice num elevador lotado no escuro para tirar os pontos do possível concorrente na tabela de classificação. Vinícius, depois de uma opinião isenta do caseiro da Arena, foi punido com rigor pela Assembleia que decidiu sancionar a perda de três pontos pela malandragem ateísta do bi-campeão. Tristeza para Vínicius? Jamais. Tristeza, por favor vá embora... Ao som de “Construção”, o jogo mais simbólico da competição foi protagonizado pela dupla mais glamourosa da República Federativa. Chico e Vinícius, o Malandro e o Poeta juntos disputando não a autoria de versos, mas uma contenda de ludopédio. O poeta saiu sorrindo. Porém, para fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza. Vinícius, na segunda fase, seria eliminado nas quartas-de-final pelo relutante Guilherme. Guilherme, o homem que conseguiu uma das maiores façanhas ao chegar às semi-finais com quatro gols ao seu favor. A comprovação de que com pouco se faz muito. Para o malandro, só restou sonhar com os Anos Dourados e esperar a banda passar depois de ser eliminado nas quartas pelo copeiro Peñarol de Rodrigo Azevedo.
A 11ª Edição da Jovens League começou como de praxe: atraso dos participantes. Visto que a pontualidade é uma virtude dos entediados, o colegiado não se manifestou a respeito desse deslize. Pontos corridos foi a fórmula da disputa. Um para o limbo. Um para tumba. E cinco para erguer o único que atingiria a glória, enquanto os outros dois eram apedrejados pelos talibãs contratados pela Jovens Corporation. Foi uma primeira fase cordeira. Destaque para os irmãos Bessa que dispararam em busca do ponto mais alto da pirâmide para gozar do nirvana. Os outros quatro classificados degladiaram-se como se Coliseu fosse a Arena para não deparar-se com nenhum dos Bessas na fase derradeira.
O destino reservou uma mandinga para Ilmar. Mesmo esboçando alguns sorrisos na tarde de domingo depois de passar o rodo num cabaret da cidade, os Skyblues pisaram no buraco que não o levava para o País da Maravilhas em busca de um coelho britânico e, sim, o levava para o inferno em busca do javali que o pisoteou com botas de bico fino. Felipe Uhr foi o jogador mais baldio e improfícuo. Seu apogeu na competição foi quando rebelou-se como um comunista que sofre de cegueira crônica. Descobriu o surrupio de Vinícius ao escalar um jogador irregular e lutou com foice num elevador lotado no escuro para tirar os pontos do possível concorrente na tabela de classificação. Vinícius, depois de uma opinião isenta do caseiro da Arena, foi punido com rigor pela Assembleia que decidiu sancionar a perda de três pontos pela malandragem ateísta do bi-campeão. Tristeza para Vínicius? Jamais. Tristeza, por favor vá embora... Ao som de “Construção”, o jogo mais simbólico da competição foi protagonizado pela dupla mais glamourosa da República Federativa. Chico e Vinícius, o Malandro e o Poeta juntos disputando não a autoria de versos, mas uma contenda de ludopédio. O poeta saiu sorrindo. Porém, para fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza. Vinícius, na segunda fase, seria eliminado nas quartas-de-final pelo relutante Guilherme. Guilherme, o homem que conseguiu uma das maiores façanhas ao chegar às semi-finais com quatro gols ao seu favor. A comprovação de que com pouco se faz muito. Para o malandro, só restou sonhar com os Anos Dourados e esperar a banda passar depois de ser eliminado nas quartas pelo copeiro Peñarol de Rodrigo Azevedo.

Gabriel, o pensamento e Boca Juniors
Enquanto todo concerto acontecia, Gabriel Bessa passava pelos adversários como um ciclone extra-tropical advindo do Pacífico. Somente esperava seu adversário da grande final, que sairia do confronto de uns certos capitães Rodrigo, o jogo para saber se a neta de Ana Terra gostava de cabelos crespos ou lisos. A ânsia de querer matar a partida muitas vezes é o principal agente da derrota. Azevedo, mesmo jogando uma partida coesa e equilibrada, não conseguiu criar o mesmo número de chances de Bessa, que tomou as rédeas da partida mesmo não jogando o futebol mostrado na primeira fase. Porém, era uma noite nostálgica. E nostalgia é o epíteto do Peñarol, que luta para colocar seu nome novamente entre os grandes. Com a benção de Artigas, o time de Azevedo classificou-se para primeira final de sua genealogia e determinou um karma para vida de Rodrigo Bessa: semi-final. Para ele, agora, toda partida não será um batalha, será uma semi-final. Semi-final, para Bessa, virou um adjetivo.
Sacramentada a final: Gabriel Bessa e Rodrigo Azevedo, Mancheste United contra Peñarol. Para tocar a taça, Azevedo teria que pelear sem seu principal jogador, já que Drogba teve expulsão decretada no jogo passado ao dar um golpe ainda a ser batizado pela Comissão Internacional de Judô. Além disso, o Peñarol teria que encarnar um pré-socrático, descobrir um filósofo maior que Sócrates para manejar sua equipe ou assassinar o traficante que abastece o bárbaro Bessa. Foi um jogo aguerrido. Bessa apostando todas suas fichas em Kaká, que atravessava a Alemanha Ocidental correndo até esbarrar no Muro de Berlim que o separava do gol. Azevedo montou uma muralha com farol, grades de choque e cinco soldados patrióticos, que só sairiam dali sem vida. Klose, o substituto de Drogba, não deixou a desejar e foi um dos jogadores que mais se movimentou no ataque, sempre procurando a parceria de Mutu. Lucho era o responsável pelo clã uruguaio e quase fez o gol da vitória no segundo tempo da prorrogação, quando Frey fez uma bela defesa e determinou a ida da peleia para as penalidades. Gabaritar a Timemania é mais fácil que descobrir o vencedor de uma disputa de pênaltis. E assim o estádio se portou, desconfiado e incrédulo no que estava acontecendo. As virtudes de um filósofo sempre aparecem nas horas mais necessárias. Calma, serenidade e competência. E assim foi. Nos erros de Mutu e Lavezzi, Gabriel Bessa colocou seu nome na mais alta das lápides, tacou a bandeira do United no chão como se tivesse reunificado a Inglaterra e tornou-se o primeiro penta campeão da Jovens League.
Sacramentada a final: Gabriel Bessa e Rodrigo Azevedo, Mancheste United contra Peñarol. Para tocar a taça, Azevedo teria que pelear sem seu principal jogador, já que Drogba teve expulsão decretada no jogo passado ao dar um golpe ainda a ser batizado pela Comissão Internacional de Judô. Além disso, o Peñarol teria que encarnar um pré-socrático, descobrir um filósofo maior que Sócrates para manejar sua equipe ou assassinar o traficante que abastece o bárbaro Bessa. Foi um jogo aguerrido. Bessa apostando todas suas fichas em Kaká, que atravessava a Alemanha Ocidental correndo até esbarrar no Muro de Berlim que o separava do gol. Azevedo montou uma muralha com farol, grades de choque e cinco soldados patrióticos, que só sairiam dali sem vida. Klose, o substituto de Drogba, não deixou a desejar e foi um dos jogadores que mais se movimentou no ataque, sempre procurando a parceria de Mutu. Lucho era o responsável pelo clã uruguaio e quase fez o gol da vitória no segundo tempo da prorrogação, quando Frey fez uma bela defesa e determinou a ida da peleia para as penalidades. Gabaritar a Timemania é mais fácil que descobrir o vencedor de uma disputa de pênaltis. E assim o estádio se portou, desconfiado e incrédulo no que estava acontecendo. As virtudes de um filósofo sempre aparecem nas horas mais necessárias. Calma, serenidade e competência. E assim foi. Nos erros de Mutu e Lavezzi, Gabriel Bessa colocou seu nome na mais alta das lápides, tacou a bandeira do United no chão como se tivesse reunificado a Inglaterra e tornou-se o primeiro penta campeão da Jovens League.
Só sei que tu sei. De winning eleven.
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