segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A (verdadeira) retirada do Peñarol

O caráter pode se manifestar nos grandes momentos, mas ele é formado nos pequenos. A Jovens League teve nesse final de semana uma edição memorável. A despedida de um grande caráter. De um grande amigo de todos. E claro, do grande Peñarol. Nessa hora, pelo menos aqui, quando falamos  sobre nosso torneio, logo nos vem à memória aquele time carrancudo de se bater, de posse de bola, de jogadas inesperadas, que surpreende à todos quando menos se espera. Mas hoje, o que eu gostaria de lembrar é do grande sujeito que nos deu em 15 edições, e 85 jogos, o prazer de sua companhia. Nós somos a soma das pessoas que escolhemos ter por perto. E o pedaço que vem de Rodrigo Azevedo, nos faz mais amigos, mais abertos a aprender com todos um pouquinho mas sem deixarmos de sermos insistentes nas nossas convicções. Ele sabe aproveitar ao máximo o que cada amigo seu tem de bom, e assim ganha quem está junto dele. Obrigado Jovem, por nos ensinar tanta coisa. Eu particularmente me emociono de felicidade em saber que vais em busca de novos aprendizados, porque aprendizado pra ti é como o craque e sua bola, são íntimos, se entendem, e enchem os olhos de quem torce por ti. Eu, nós e a Jovens League esperamos te reencontrar logo.


Ah sim, quem venceu o Torneio? Pouco importa... O Campeão agora é o Peñarol





e Dale.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Eu só queria aproveitar o post do rodrigo pra dizer que realmente a gente precisa fazer algumas mudanças na jovens league, esse ultimo domingo foi perfeito pra percebermos isso. Mudanças mais no sentido da liberdade. Na minha opinião estão aparecendo algumas regras de cima pra baixo, o que me deixa um pouco chateado.

Acho que seria um bom começo se mudarmos a regra mais capitalismo selvagem que existe que é a do campeão ter direito a primeira escolha. Eu até já fui beneficiado com essa regra e na época não me manifestei foi uma falha minha pois já achava injusto naquela época.
Quase todos temos visões igualitárias do mundo e acho que essa norma apenas centraliza o poder e distribui mal a "renda" que seriam os bons jogadores.

Ultimamente estamos muito competitivos estamos perdendo a nossa essência coletiva. Dessa forma estamos indo para o maior problema do capitalismo, o individualismo extremo, procurando trocas que só nos agradem (inclusive eu). Estamos usando jurisprudência para nos promover em detrimento de acordos coletivos.

como não faço comunicação e nunca fui bom em português peço desculpas pelas falhas linguísticas.

Deixo um link de uma musica que exemplifica o que era a Jovens League no começo.

Era sem compromissos, sem direção. Apenas amigos que deixavam o sol bater na cara e esqueciam o que os fazia mal.

http://www.youtube.com/watch?v=gqlpqSo0Cmg&feature=player_embedded#!

A retirada do Peñarol

Hasta!


Eu recordava essa semana dos primeiros campeonatos de ludopédio virtuais que fazia com meus amigos. Um papel, uma caneta e um computador. Era o que bastava para a alegria rolar solta e o jogo se tornar uma justificativa para qualquer coisa: churrasco, conversar com teu companheiro entre uma partida e outra, entre um talagaço e outro de alguma substância proibida, entre uma profanação e outra de o que fazer depois da diversão. Eu recordava essa semana do arcadismo que eram os campeonatos. Se chegássemos até o final da competição com o saldo de gols sendo marcado era digno de estourar uma champanhota e o resultado da final ninguém lembrava no outro dia, não porque foi desimportante – jamais. Mas sim porque a companhia foi tão boa, o churrasco estava tão bom, a festa foi tão proveitosa e o trago foi respeitável. Eu recordava essa semana do que fazíamos nos sábados à tarde, antes do incremento da Jovens League. Muitas vezes dormíamos, é bem verdade. Mas outrora éramos freqüentadores de parques, como fizemos em um desses que não tivemos quórum. Tomávamos chimarrão, falávamos sobre a vida como ela é, como ela foi, como será. Chutávamos bola no gramado varzeano e inventávamos comemorações toscas para simbolizar o gol da vida real feito entre dois galhos de árvore. Marcávamos peleias contra times desconhecidos. Mas é verdade, muitas vezes passávamos tardes dormindo. Eu recordava essa semana da primitividade das nossas competições. Discussões? Somente para pegar aquele naco de carne bem passado. O que nos levava de fato a reunir a juventude era a celebração. Não existia rivalidade. Disso já basta um ser colorado outro gremista. Não existia briga ou disputa por ser bem ou mal colocado num tal de ranking. A competitividade já está aí na rua, no trabalho, nas relações desumanas. Entre amigos não há competição, um estar na frente do outro é pura ilusão.

Hoje a Jovens League é (pós-) moderna. Há ranking, sorteio virtual, escolha de elencos, transações, BID. Até participante virtual teremos. Um escritor colombiano, chamado Gabriel Garcia Marquez, certa vez disse: “O que nós precisamos não é de modernidade, precisamos mais é de retroatividade”. A Jovens League trouxe uma grande revolução para nós, nobres viventes. O que era pra ser lúdico, ingênuo, travesso, passou a ser libado, conflituoso e, por vezes, transgressor. Os bate-papos entre amigos muitas vezes são levados para o assunto Jovens League e, muitas vezes (desculpe o pleonasmo), sendo levados a discussões totalmente desnecessárias e o mais grave: discussões sérias. A ala-minuta, a principal locomotiva, o frisson, a majestade, virou coadjuvante, secundária. O papel foi trocado pelo teclado, a ingenuidade pelo profissionalismo, a travessura por formosura e a brincadeira por obstinação. Até que ponto é verdadeiramente válido termos uma organização tão grande? Será mesmo essa a proposta de um bando de malucos por futebol? Não me atrevo em nenhum momento a dizer que a organização é o ópio da competição. Longe disso. Mas me atrevo a dizer que ela faz com que o que é para ser algo libertário, se torne em algo limitado, com fronteiras. E uma “competição” entre amigos, para mim, não pode assim ser. De imposições para cima de nós acho que estamos cheios. “Atravesse na faixa”, “Ultrapasse pela esquerda”, “Puxe a cordinha para descer do ônibus”, “Não estacione: garagem”. De regras já basta nossa Carta Magna, os códigos civil, penal, do contribuinte, caralhaquatro. O momento de amigos é para descontrair, discutir a verdadeira validade das regras (da sociedade), e não criá-las, recriá-las, legislar. Amizade é para ser ilimitada, não aduaneira.

O que quero deixar claro é que não estou pessoalizando esse protesto. Todos nós somos responsáveis pelo que cativamos. E nós cativamos essa competição para trazê-la viva até hoje. E bem viva, com grande expectativa de vida. É uma bonita e bela confraternização. Mas, em algumas coisas, tem deixado de ser saudável para mim. Por isso, retirar-me-ei da Jovens League. O Peñarol deixa sua marca como um clube anti-futebol-moderno e vai respirar os ares do futebol clássico uruguaio, onde os gramados tem crateras, as goleiras tem furo nas redes, o placar é trocado manualmente, o pau come durante a partida, mas, no fim, todos estão assando um churrasco no quintal do estádio, num agregado de tijolos e espetos enferrujados.


Carboneros se despedem de sua fanática torcida que sempre tomou a Arena Bessa


Avante, vida longa à Jovens League.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

FESTA EM ALMAGRO: UHR DESEMBARCA


Os moradores do bairro Nueva Pompeya estão enfurecidos desde ontem. Muitos não conseguiram dormir devido ao barulho dos rojões, que estourados em Almagro , bairro vizinho, ecoavam por toda vizinhança. O motivo do alarde vem de Amsterdã e é conhecido apenas por três letras.
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Tão logo acabou a 17ª edição da Jovens League e começaram as especulações para onde iriam os técnicos. Muitos permaneceram em seus clubes, outros escolheram a mudança de ares. Quem acompanhou essa leva de técnicos que migrou de estádio foi Felipe Uhr. O técnico mais polêmico da Jovens League anunciou na tarde de terça-feira, 5 de outubro, o seu novo recinto. “Volto a morar em Buenos Aires porém vou treinar o San Lorenzo” afirmou ao chegar na capital argentina. O anúncio de Felipe foi o início de uma grande festa no Bairro de Flores na região metropolitana de Buenos Aires. Os adeptos do San Lorenzo estão em extase com a contratação de Uhr. “ és um treinador fabuloso” disse um torcedor. Los Cuervos, como são conhecidos, foram receber, ontem mesmo, Uhr hoje no estádio Estadio Pedro Bidegain em Almagro que concedeu coletiva logo após a apresentação. Durante a coletiva Uhr falou da negociação de dois dias, da preferencia por Buenos Aires, da grande passagem pelo Ajax e do grande desafio de treinar um time centenário. “Faremos um grande trabalho, os jogadores escolhidos sao de muita qualidade” afirmou Uhr
Torcida foi ao estádio recepcionar Uhr


Elenco

O grupo de 20 jogadores, que servirão o San Lorenzo na próxima Jovens League já está definido. Nomes como Mascherano e Toldo, que já haviam trabalhado com Felipe anteriormente, estão no plantel A grande novidade é o atacante “Brasiliano” Amauri. Um dos artilheiros da Jovens League disse que irá fazer de tudo para ficar marcado na história do clube. O atacante Villa e os zagueiros Samuel e Materazzi são outros nomes consagrados que vestirão a camisa grená.

Amauri: promessa de muitos gols

O Craque

De todos os grandes atletas presentes no clube de Flores nenhum, talvez, tem tanta responsabilidade como ele. Ribery chega a Almagro com o peso da camisa 10 nas costas. O meio campo terá a missão, ao lado de Mancini e Xabí Alonso, de servir a Villa e Amauri. O craque francês disse ontem, ao desembarcar no aeroporto de Buenos Aires, que garra e raça não faltarão. Sobre ser o jogador mais feio da Liga, Riberry disparou: " Sou melhor também"

Riberry vai ser um do pilares do time de Uhr

Metas

Por fim Uhr citou na coletivaos principias objetivos do clube. “Na prmeira temporada o principal é não cair. Mas tenho certeza que alçaremos voos maiores” O treinador lembrou quem seus times vem crescendo a cada competição e por fim completou: “ Não saio daqui sem um título”


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Rooney segue os passos de Zé do Maraca

Lembram do Zé Alcino? Atacante longelíneo, de passadas largas, de tiro certeiro, de jogadas de flanco? O jogador ganhou destaque atuando no Grêmio, clube pelo qual ganhou vários títulos de expressão. Quando defendia o Tricolor Gaúcho, em 29 de agosto de 1999, em uma partida contra o Flamengo, válida pelo Campeonato Brasileiro e disputada no Estádio do Maracanã, Zé Alcino marcou três gols na vitória gremista de 4 a 3 sobre o Rubro-Negro Carioca, recebendo então a alcunha de Zé do Maraca.

Pois bem, sabe qual a semelhança dele com a Estrela inglesa Wayne Rooney? O número da chuteira? O cabelo de Bombril? os dois traíram as mulheres grávidas com prostitutas? NÃO!!!

Esses dois GRANDES atacantes de nível MUNDIAL trocaram o Inter pelo Grêmio, de longe a maior rivalidade do Brasil, quiçá da Alface da Terra. Rooney, polêmico como sempre, comentou o fato, que fez ferver Porto Alegre.

- Rivais?? Me lixo pro Inter agora, quero que se F$#@%. Estou finalmente no maior. Vermelho agora só o sangue que suarei para dar títulos ao Grêmio. Rodrigo Bessa terá um atacante que se entrega até o último segundo de jogo - disse Rooney, bebericando pela primeira vez uma Polar bem gelada - Essa P$#%@ é boa pra C$#¨$#lho! E as mulheres nessa cidade então, nossa mãe!

Rooney e outras estrelas entréiam no Grêmio na próxima Jovens League. Vamos Tricolooooooor!


E parece que tem mais gente querendo mudar de lado...



domingo, 3 de outubro de 2010

SOY LOCO POR TRI AMERICA






A 17ª edição da Jovens League demonstrou ao mundo o que todos esperavam, Gabriel Reinaldo se consagra como maior treinador da história ao conquistar seu sexto título, sendo o terceiro pelo América de Chaves.



Com uma campanha irretocavel, com 100% de aproveitamento durante todo o campeonato, melhor ataque e artilheiro da competição o América do Mexico chegou ao seu terceiro título. A equipe campeã foi a campo com Casillas; Gallas, Toure, Bruno Alves, Gonzalo; Essien, Iniesta, Cassano; Robinho, Miccoli e Ibrahimovic. A final foi novamente contra Gabriel Luxemburgo Bessa, um treinador que procura explicações para mais uma derrota para Gabriel Reinaldo.


Ao final do jogo a torcida prestou uma merecida homenagem ao treinador Gabriel Reinaldo, que deixou o clube mas estará sempre no coração dos torcedores.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010

16ª Jovens League. Muita coisa muda, o Campeão não.

A 16ª edição da Jovens League fez pulsar forte o coração de seus participantes nesse sábado. Estréia de treinador, trocas de última hora, muitas mudanças no ranking, artilheria inédita, tudo se movimentou. Menos a taça. A taça fica em La Boca, nas mãos do treinador Rodrigo Bessa, que conquista seu Tetra Campeonato. Landreau, Zebina, Milito, Chielinni, Chivu; Felipe Melo, Seedorf, Gerrard, W.Phillips; Kaká, Amauri. É TEEEETRA GALVÃO! Façamos então um breve resumo em fotos e comentários do que foi essa gloriosa edição... 

Tivemos uma estréia. O Treinador Lucas fez a sua diante do Velez. E voltou pra casa com seu primeiro prêmio. A Lanterna. Brincadeiras a parte, o Velez, com elenco feito de preteridos, fez o que pode, e tirou ponto de muito times favoritos. Lucas mostrou personalidade, bom humor ao encarar as dificuldades, e terá um futuro promissor quando puder escolher seu elenco de forma igual aos adversários.

Vinicius estava confiante. Com todo o respeito (seu jargão tradicional), prometeu passar (sem querer incomodar ninguém, por favor, longe dele) por cima de todos os adversários. Estava realmente motivado. Motivado é? Perdeu motivado. A imagem a seguir é meramente ilustrativa, não sonha Vini!

Os líderes da primeira fase, Willian e Daniel começaram com tudo, e tiveram uma participação muito destacada. Subiram no ranking, e poderiam ter vencido, se não tivessem perdido (MACHADO, Cléber). O primeiro lugar lhes garantiu nas semifinais sem repescagem. Mas a maldição das semis parece estar rondando outros terreiros por aí, e ambos caíram na fase antes maldita a Rodrigo Bessa.

O Guilherme conseguiu agregar duas torcidas que antes não tinham vínculo nenhum. Torcedores do Celtic e agora do Newcastle querem sua cabeça. Seu time é uma constelação. 11 Estrelas, a milhões de quilômetros umas das outras, tentando se interligar com passes looooooooongos... Mas não fez feio não. Venceu o campeão na primeira fase, passou a repescagem. O resto, bem, o resto o Ilmar certamente contará melhor do que eu.

Rodrigo Azevedo e seu Peñarol dono bola, raramente tem menos que 60% da posse da mesma em seus jogos. Seu time inteligentemente armado, vem perdendo muito pouco, mas um de seus poucos defeitos e ter pouca contundência no ataque, e pouco poder de reação ao sair perdendo. Caiu na primeira fase, para tristeza dos saudosistas.

Ilmar é Tetraaaaaaaaaaaaa! Vice. Tetra Vice. Adriano fez gol na semi, deu baile na chatuba, e esqueceu que tinha final. Pô Mengão! O Boca, como não é bobo, deu logo uma chinelada daquelas no Time Barata, que se finge de morto e vem pelas beiradas do campo, buscando seu tão sonhado primeiro título. 3x0. Mas uma participação digna, e uma postura de vencedor, ao aceitar sua derrota de forma bem humorada. Começa-se a moldar um treinador com cara de campeão aí.

E o Inter? E o Rooney? E o grande Campeão? E o líder do ranking? Não é mais líder, momento histórico. Gabriel Luxemburgo Bessa ficou no caminho outra vez, para o mesmo Boca de outrora. Alô Alô Freguesia! Curso de reciclagem djá! O treinador multicampeão admitiu seus erros, e prometeu voltar com tudo nas próximas edições. Mudanças grandes podem vir por aí. D'alessandro chorou. "El Boca no me dejó jugar al fútbol!!!".

E assim foi a 16ª Jovens League, com seus personagens. Aos participantes, meu sincero abraço e pedido de desculpas pelas brincadeiras. Ah sim, já ia esquecendo do maior dos personagens, o artilheiro da edição. Abaixo sua foto. Alguém o conhece? Vai uma dica: não é atacente, é um Mito. Enfim a primeira artilharia. Dale Amauriiiiiiiii! Dale Bocaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! É Tetraaaaaaaaaaa!




domingo, 19 de setembro de 2010

Boca, Campeão de Tudo!

Eles já foram lanternas, 4 vezes. O treinador mudou, veio uma síndrome junto. Primeiro torneio juntos, muita expectativa, e a queda anunciada: vellhas semi-finais. No segundo, muita expectativa girando em torno de uma equipe ofensivamente muito forte. E a defesa sucumbiu. Goleadas, chacotas, e até caixão carregado no enterro folclórico. Mas os adversário não haviam aprendido com Hugo... Carregou caixão? Boca Campeão.

O Boca Juniors é Campeão da 15ª Jovens League. De forma invicta. Vencendo os Penta Campeões Gabriel Bessa e Gabriel Reinaldo na semifinal e final. Rodrigo Bessa agora é Tri! Faça festa torcedor xeneize! Faça festa Maradona! Tudo está no seu lugar. O Campeão da década ganhou o título que faltava. BOCA, CAMPEÃO DE TUDO!


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Colorado confiante no primeiro título


O Sport Club Internacional vai forte para levantar sua primeira taça. Após a primeira Liga, o colorado está confiante que o grupo encontrou um jeito de jogar e isso tem nome: Gabriel Bessa.


D´alessandro: Camisa 10 da equipe e homem de confiança do treinador


O técnico líder do ranking e maior campeão das taças está no comando da filosofia de trabalho do Clube. Confia em seus jogadores e na conquista da próxima taça: “Encontramos um esquema de jogo, uma ideia. Os jogadores compreendem muito bem a filosofia e método de trabalho da comissão técnica.” Bessa ainda afirma que o Colorado pode sim ser considerado um dos favoritos para levantar o caneco: “Estamos muito confiantes. O grupo é muito forte, não temos por que fugir da responsabilidade de sermos um dos favoritos. Vai ser difícil ganhar do nosso time”. E os próximos embates já estão marcados, dia 04/10. A data, que comemora o aniversário de sua avó, representa muito para o técnico. “Conversei com os jogadores da importância da data e do presente que eles podem me dar com esse título. Minha avó faz parte da minha vida e do meu trabalho”.

Os adversários que se preparem, o sempre favorito está a todo vapor.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ajax fecha o grupo

Após o primeiro campeonato no comando do Ajax, onde foi segundo colocado, Uhr disparou: "As trocas serão providenciais." O primeiro anunciado foi o meia-atacante holandes Robin Van Persie. O meia já havia trabalhado com Uhr no Boca e foi um dos pedidos do treinador. "Gosto muito dele, será um acréscimo de muita qualidade no plantel.







Persie vem para dar mais qualidade ao lado esquerdo do Ajax


Mas os reforços não pararam por aí. Veio também o ponta-esquerda Reyes. Após ruim temporada no Estudiantes, onde teve poucas chances, o espanhol espera fazer uma grande temporada. " Quero impressionar o treinador e conquistar minha titularidade". Reyes disse também que o ambiente de La Plata não ajudou. "Lá a bagunça era muito grande" finalizou.



Reys vai usar número 21 no Ajax





Por fim, nas últimas horas foi anunciado o grande reforço do clube. O talismã do técnico Felipe Uhr, destaque no Boca ainda no comando anterior, Aaron Lennon foi recebido com grande festa em Amsterdã. Lennon era o preferido para somar ao grupo do Ajax."Com ele, não tenho dúvidas ficaremos mais fortes" falou Uhr. O trem bala do clube holandês já começou aos treinos e já vestiu o colete de titular nos coletivos. Apesar disso Uhr desconversou: " Ainda muito cedo, temos 20 titulares, depois dele(Lennon) não precisamos de mais ninguém , é baixar a cabeça e trabalhar".

Sob o olhar de Uhr Lennon já treinou no clube preferido da Holanda

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Surpreendidos e Surpreendentes

Admira-me a desconfiança dos outros participantes da Jovens League, principalmente daqueles que não ficaram até o final, ao perguntarem : "O Uhr chegou na final,como?" Ora, todos foram avisados pelo participante mais envolvido em todas as edições da Jovens League, preocupado sempre com todos os mínimos detalhes sejam eles o cabo do computador compatível com a entrada do monitor comes e bebes ou impressão das tabelas e rankings, Rodrigo Bessa. Ele alertou a todos na primeira rodada: “ Ele vai incomodar”.



Henry, goleador do Ajax, na disputa com seu oponente.


Surpreendidos ficaram aqueles que não prestaram atenção em suas sábias palavras que profetizavam algo talvez improvável. Improvável para os alienados e ignorantes que acham que os outros não evoluem. Pois o desacreditado, sempre “xacotado” Felipe Uhr incomodou. Derrotou cachorros grandes (Bessa’s), tirou pontos de fortes adversários e passou por cima daqueles que o subestimaram. Com a força de Messi, Henry e de outros abnegados soldados que cumpriram fielmente a ordem de seu coronel o Ájax chegou a final. Com a força de jogadores surpreendentes os fracos de cabeça, esses sim, foram surpreendidos.

Combate duradouro

   Se Celso Roth acha demasia jogar quarta e sábado durante o campeonato brasileiro, é porque ele não conhece a Jovens League. Na interminável liga de sábado, houve quem não completou, houve quem foi campeão, houve quem caiu na semi como sempre e houve quem foi rebaixado, mesmo com três desistências no meio do caminho. Mas o que mais houve é jogos. A narração ficou rouca de tantos gols. Felipe Uhr cansou de usar seus bordões. O “Ih!” cansou de ser repetido pelo repórter de todos os jogos Daniel Chaves. O eterno titular mesário Rodrigo Bessa teve dores nas costas de marcar pauzinhos nos gols e pontos dos times.

   Gabriel Reinaldo mostrando as manhas já pré-configuradas de seu computador, jogando contra um adversário que já foi rebaixado diversas vezes, teve facilidade na final. Não sei quanto foi o placar, mas jogar contra o Uhr é sempre fácil. O que acontece é que agora há muita pressão de ganhar do Felipinho, pois quem não ganhar do União São João de Araras da Jovens League, acaba não se classificando. Uhr, nesta pressão psicológica ao seu favor, chegou até a semifinal. Nela, encontrou Rodrigo Bessa, e, como vocês sabem, Bessa sem cair na semifinal é como avião sem asa, fogueira sem brasa e afins. Assim, o Ajax chegou a sua primeira final. Esperemos o próximo cometa Harley para que tal feito seja repetido.

   O mercado se movimenta de forma agressiva. Não só agressiva, ingnorantemente agressiva. O treinador Rodrigo Bessa, aproveitando o estado emocional de alguns treinadores, não tem vergonha de roubar alguns jogadores destes técnicos atordoados. Trocando goleiros nanicos por meias consagrados, Bessa monta, conforme ele mesmo diz: um "dream team".

   Porém, entretanto, toda via, contudo, o próximo campeonato será mais pensado e organizado. A ganância de jogar contra todos os participantes deve ser esquecida para que o campeonato tenha alegria e energia para durar. No más, deixo um recado dos jogadores do Racing, no reencontro que tivemos esta semana: "O próximo campeonato será copado. O coração está ensandecido na obsessão pela copa".


    Tudo isso por elas

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pensamento Avulso (I)

Seis bilhões de pessoas
nesse mundo
lutando por felicidade
no mundo

E nós onze pessoas
desse mundo
encontramos a maior felicidade
do mundo

Num jogo de vídeo-game...

Marcado Soborô

Uma novidade será posta em prática a partir da abertura da janela de transferências da Jovens League. o Mercado Soborô.

Tão logo o final da 13ª edição se consolide, as tranferências entre os clubes estão liberadas, e a troca por jogadrores que "sobraram" na lista também. Uma lista com os nomes está fixada no mural da Toca dos Bessa, bem como uma folha contendo duas colunas, com os dizeres: quem eu liberei - quem eu contratei. Os nomes dos dois atletas vão para essa folha, e o jogador liberado passa a estar livre para integrar qualquer outro elenco. Uma vez que um jogador for contratado por determinado treinador, deverá jogar pelo menos um torneio pela respectiva equipe.

Ah! Não vale reservar jogadores antes da abertura da janela. Troca só após o final do primeiro torneio dessa escolha.

Não haverá critério na hora de decidir quem fica com determinado jogador livre, se houver mais de um interesado. Par ou ímpar, palitinho, corrida de saco, porrada, o critério fica a escolha dos treinadores.

Um dos jogadores mais conhecidos do Soborô F.C, o atacante oportunista Raúl, não escondeu a ansiedade pela novidade:

-Ainda tenho muito a dar. Meu remédios para reumatismo não caem no doping, e estou liberado para jogar.

Raul Soborô.
É a Jovens League amigo, cada vez orgulhando mais seu mentor Zagallo!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

De pendejo te sigo, Junto a Racing SIEMPRE a todos lados!


Se você acha que ama seu time mais que qualquer outro torcedor ama um time em qualquer lugar do mundo, pense bem. Ou você torce pro Racing, ou você está errado.

O jovem treinador Daniel Chaves resgata a esperança da torcida mais apaixonada, fiel, encantadora e empolgante de TODO O MUNDO. Desde a sua longínqua fundação, no glorioso 25 de março de 1903, a torcida do Racing esteve mais confiante. Em busca de um sonho, a Jovens League, o time refaz um plantel de acordo com a vontade da torcida e do treinador, com técnica e muita garra. Aliás, este elo de paixão treinador-torcedor, é muito grande. "Estamos completamente apaixonados pelo treinador Daniel Chaves e sabemos que ele fará um belo trabalho" diz um dos lideres da "la guarda imperial".



De pendejo te sigo,

junto a racing siempre a todos lados,
nos bancamó una quiebra, un descenso y fuimos alquilados,
no me olvido ese dia, que una vieja chiflada decía,
que Racing no existía, que tenia que ser liquidado,
si llenamos nuestra cancha y no jugamos oh oh,
defendimos del remate nuestra sede oh oh,
si la nuestra es una hinchada diferente,
no es amarga como la de independiente oh oh,
los bosteros san lorenzo y las gallinas oh oh,
nunca llenaron 2 canchas el mismo dia oh oh,
y a vos independiente yo te digo
vos sos amargo, y pecho frio
vos sos amargo y tira tiros


A torcida do Racing sempre foi respeitada por NUNCA abandonar o time, enfrentando os percalços da segunda divisão. Fugindo da modinha, Boca Juniors, River Plate, Estudiantes e outros, a torcida do Racing obteve por dois anos, todos os recordes de públicos entre todas as divisões nacionais argentinas, sem esquecer que estes dois anos foram quando o clube estava na segunda divisão.

A espera do campeonato, encanta a grande Buenos Aires. Flâmulas, bandeiras e caras pintadas enfeitam o país, como se fosse uma guerra prevista. O país será tomado de azul como nunca foi tomado antes. A face de Daniel Chaves não belisca, não retrai, parecendo mais uma pedra. Concentrado, em busca de seu maior título da carreira, o treinador não abre o jogo: "Podemos surpreender neste campeonato. Jogadores acima do nível estão em minhas mãos, tudo pode acontecer" afirma Chaves.



Mais claro e evidente que a torcida do Racing, só o time. Em um novo esquema, onde o treinador Daniel Chaves é chamado de retranqueiro, o time foi melhor ataque da competição isolado, deixando os cronistas à la Wianey Carlet mordidos.

De todo o mais, não se espera mais nada do Racing na Jovens League. O trabalho da equipe é indiscutível. Se espera apenas a festa e a alegria do torcedor do Racing. Ninguém nunca verá nada igual no El Cilindro, com mais de 60 mil pessoas URRANDO. Ninguém sabe aonde pode chegar estes bravos guerreiros escolhidos a dedo por Chaves. Só sabemos que a hinchada não abandonará, afinal, paixão como o Racing se cria desde pequeno e não se esquece.




É contagiante. É envolvente. É alucinante. É fiel. É RACING CLUB DE AVALANNEDA.



segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Protesto sem pontuação

Não marcar um jogador já escolhido anteriormente na escolha que pode ser considerada a mais emocionante parte da Jovens League é um ato falho repreensível digno de uma punição severa vinda do colegiado-mor que delega sobre as causas mais adjacentes do certame que começou no início deste ano e que poderá ser o maior torneio já visto na Via Láctea habitada por humanos como nós que são passíveis de erro mas que devem ter mais atenção nas suas ações pois isso poderá representar mais adiante um malefício para o colega de contenda virtual capaz de fazê-lo perder a taça de campeão já conquistada por quatro participantes que podem também ter falhado na não marcação de jogadores já escolhidos por participantes que ainda não chegaram na final porém capacitados para um dia levantar a taça mais cobiçada por dez a cada dez jovens dessa república rio-grandense que nos orgulha muito por ser um estado eficiente nas questões econômicas deixando a desejar um pouco nas sociais admitindo que isso é o de menos se continuar essa palhaçada de não marcarem os jogadores já escolhidos e agora sim o momento mais esperado por todos que acompanharam este texto até o final: PONTO.

Começam os treinos no Ajax

Tão logo foi anunciado o plantel para o primeiro campeonato da Jovens League, após a reformulação dos elencos, Uhr arregaçou as mangas e foi trabalhar. Um breve reconhecimento do centro de treinamento e das instalações do clube foram feitos antes de ser apresentado ao grupo de jogadores.


Uhr foi apresentado a sua nova casa

Na primeira reunião com os atletas Uhr cobrou determinação e comprometimento. “Esse grupo é muito bom, com alguns jogadores eu já trabalhei e foram exigências minhas para esta direção. Tenho a certeza de que faremos uma grande jornada” falou o “coach”. Foi a primeira vez que Felipe não teve a oportunidade de escolher seus jogadores, mas mesmo assim está satisfeito com as escolhas de sua representação. Dos 20 jogadores do Ájax, os argentinos Cambiasso, Mascherano, Messi e Ayala e os francêses Makelele e Anelka já haviam trabalhado com o técnico.

Jogadores começaram os primeiros treinos


Para a semana Uhr prometeu muito treino e testes. A pré-temporada do Ajax será no frio da Rússia. A comissão optou por levar os jogadores longe dos agitos do centro europeu para focar exclusivamente no primeiro campeonato. Uhr terminou a coletiva dizendo: “Iremos surpreender”.

domingo, 22 de agosto de 2010

O Homem Gol de Rodrigo Bessa

AEK, Internazionale, Universidad de Chile e agora Boca. Para onde o treinador Rodrigo Bessa ruma, o centroavante Amauri se faz presente. São quatro escolhas, 9 torneios até agora.

Com 24 gols marcados nos últimos seis torneios, quais começaram a ter a artilharia computada, a vida do Ponta de Lança rasgador nem sempre foi moleza. Escolhido inicialmente para compor grupo, como reserva, foi passo a passo galgando seu lugar ao sol, entrando nos momentos finais, fazendo gols decisivos, como o do último título de Bessa, ao vencer o freguês Ilmar por 1x0 na grande final.

- É um jogador diferente, que sabe seu papel na equipe como poucos. Ter ele conosco é sempre um privilégio, diz Bessa.

24 gols nos 6 últimos torneios. E ele nem sempre foi titular.


O jogador, por sua vez, também rasga elogios ao comandante:

- As equipes de Bessa são mais que equipes. São famílias. Todos sabem seu papel, e porque ele sempre faz questão de salientar que nenhum jogador é melhor que um time inteiro. Espero estar com ele por muitos torneios ainda...

Amauri também falou das críticas que as equipes de Bessa vêm sofrendo, por caírem sempre na fase semifinal:

- Isso é bobagem! Perdemos por merecimento dos adversários, acontece. As derrotas nos ensinaram muitas coisas. E essas críticas estão nos alimentando de uma vontade nunca antes vista por vocês. Esperem pra ver o próximo torneio, Bessa nunca esteve tão pronto para vencer. E eu estarei lá, lutando por ele e pelo Boca.

No primeiro treino pelo Boca. "estão nos alimentando de uma vontade nunca antes vista por vocês".

Bamos Amauri! Bamos Bessa! Los Xeinezes não esperam a hora de lotar a Bombonera para te ver ganhar!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

4ª Escolha agita bastidores da Jovens League!

Quem monta o melhor elenco? É sábado, dia 21/08, às 14hs. Façam suas apostas! É a Jovens League amigo!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Uhr firma com Ajax

Mais felizes do que os donos dos principais prostíbulos da cidade de Amsterdã, famosos pos exporem suas garotas em vitrines, atrás de clientes famintos, estão os torcedores do AJAX após a divulgação do novo técnico do clube. Felipe Uhr foi anunciado na noite de domingo, dia 15 de agosto, após o mesmo contatar o seu desligamento com o Boca Juniors.

A torcida foi ao estádio do Ajax recepcionar Uhr
Após 9 temporadas no clube argentino Uhr achou melhor trocar de ares. “Tenho muito carinho pelo Boca mas estava na hora de mudar”. Conhecido por trabalhos desastrosos e dois rebaixamentos o polêmico técnico lembra que já foi finalista e que agora achou o jeito de seu time jogar. “Estou me preparando para incomodar, nos próximos campeonatos. Um dia chegarei lá” afirmou. Para conseguir tal façanha, Uhr já encaminhou sua lista de reforços para a direção, além de avaliar os jogadores do atual elenco.
A noite de Amsterdã nunca mais será a mesma
O vice de futebol do clube holandês , David Endt, disse que todos os esforços serão feitos para montar um plantel competitivo. Endt ressaltou ainda que confia no trabalho de Uhr, e que o técnico emergente fará uma grande estada nos Países Baixos. “Com Uhr no comando, não tenho dúvidas, voltaremos a ser grandes” concluiu. Enfim, a maior torcida do país vice-campeão mundial, na África, está esperançosa em bons resultados na Jovens League.

Requiem para o penta

Putaria, esbórnia e um pouquinho de sacanagem na festa dos Reds

Sócrates era um homem que só sabia que nada sabia. Era um analfabeto que saia indigente a perguntar e achar as respostas para o mundo com perspicácia. Era um pedófilo mental, pois tirava as criancinhas da escola para traçar o conhecimento. Gabriel é o Sócrates da Jovens League. Ele sabe que nada sabe. Toca o time para frente sem precedentes táticos. Vai para guerra como um bárbaro errante alucinado com dez carreirinhas de neve da boa e mais dezoito adesivos de LSD derretendo debaixo da língua. Mesmo assim é vencedor e vanguardista, pois ontem, na Arena Young, conquistou o seu quinto título e galgou mais um passo para entrar na história do futebol virtual, assim como Sócrates entrou na história da filosofia.

A 11ª Edição da Jovens League começou como de praxe: atraso dos participantes. Visto que a pontualidade é uma virtude dos entediados, o colegiado não se manifestou a respeito desse deslize. Pontos corridos foi a fórmula da disputa. Um para o limbo. Um para tumba. E cinco para erguer o único que atingiria a glória, enquanto os outros dois eram apedrejados pelos talibãs contratados pela Jovens Corporation. Foi uma primeira fase cordeira. Destaque para os irmãos Bessa que dispararam em busca do ponto mais alto da pirâmide para gozar do nirvana. Os outros quatro classificados degladiaram-se como se Coliseu fosse a Arena para não deparar-se com nenhum dos Bessas na fase derradeira.

O destino reservou uma mandinga para Ilmar. Mesmo esboçando alguns sorrisos na tarde de domingo depois de passar o rodo num cabaret da cidade, os Skyblues pisaram no buraco que não o levava para o País da Maravilhas em busca de um coelho britânico e, sim, o levava para o inferno em busca do javali que o pisoteou com botas de bico fino. Felipe Uhr foi o jogador mais baldio e improfícuo. Seu apogeu na competição foi quando rebelou-se como um comunista que sofre de cegueira crônica. Descobriu o surrupio de Vinícius ao escalar um jogador irregular e lutou com foice num elevador lotado no escuro para tirar os pontos do possível concorrente na tabela de classificação. Vinícius, depois de uma opinião isenta do caseiro da Arena, foi punido com rigor pela Assembleia que decidiu sancionar a perda de três pontos pela malandragem ateísta do bi-campeão. Tristeza para Vínicius? Jamais. Tristeza, por favor vá embora... Ao som de “Construção”, o jogo mais simbólico da competição foi protagonizado pela dupla mais glamourosa da República Federativa. Chico e Vinícius, o Malandro e o Poeta juntos disputando não a autoria de versos, mas uma contenda de ludopédio. O poeta saiu sorrindo. Porém, para fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza. Vinícius, na segunda fase, seria eliminado nas quartas-de-final pelo relutante Guilherme. Guilherme, o homem que conseguiu uma das maiores façanhas ao chegar às semi-finais com quatro gols ao seu favor. A comprovação de que com pouco se faz muito. Para o malandro, só restou sonhar com os Anos Dourados e esperar a banda passar depois de ser eliminado nas quartas pelo copeiro Peñarol de Rodrigo Azevedo.


Gabriel, o pensamento e Boca Juniors

Enquanto todo concerto acontecia, Gabriel Bessa passava pelos adversários como um ciclone extra-tropical advindo do Pacífico. Somente esperava seu adversário da grande final, que sairia do confronto de uns certos capitães Rodrigo, o jogo para saber se a neta de Ana Terra gostava de cabelos crespos ou lisos. A ânsia de querer matar a partida muitas vezes é o principal agente da derrota. Azevedo, mesmo jogando uma partida coesa e equilibrada, não conseguiu criar o mesmo número de chances de Bessa, que tomou as rédeas da partida mesmo não jogando o futebol mostrado na primeira fase. Porém, era uma noite nostálgica. E nostalgia é o epíteto do Peñarol, que luta para colocar seu nome novamente entre os grandes. Com a benção de Artigas, o time de Azevedo classificou-se para primeira final de sua genealogia e determinou um karma para vida de Rodrigo Bessa: semi-final. Para ele, agora, toda partida não será um batalha, será uma semi-final. Semi-final, para Bessa, virou um adjetivo.

Sacramentada a final: Gabriel Bessa e Rodrigo Azevedo, Mancheste United contra Peñarol. Para tocar a taça, Azevedo teria que pelear sem seu principal jogador, já que Drogba teve expulsão decretada no jogo passado ao dar um golpe ainda a ser batizado pela Comissão Internacional de Judô. Além disso, o Peñarol teria que encarnar um pré-socrático, descobrir um filósofo maior que Sócrates para manejar sua equipe ou assassinar o traficante que abastece o bárbaro Bessa. Foi um jogo aguerrido. Bessa apostando todas suas fichas em Kaká, que atravessava a Alemanha Ocidental correndo até esbarrar no Muro de Berlim que o separava do gol. Azevedo montou uma muralha com farol, grades de choque e cinco soldados patrióticos, que só sairiam dali sem vida. Klose, o substituto de Drogba, não deixou a desejar e foi um dos jogadores que mais se movimentou no ataque, sempre procurando a parceria de Mutu. Lucho era o responsável pelo clã uruguaio e quase fez o gol da vitória no segundo tempo da prorrogação, quando Frey fez uma bela defesa e determinou a ida da peleia para as penalidades. Gabaritar a Timemania é mais fácil que descobrir o vencedor de uma disputa de pênaltis. E assim o estádio se portou, desconfiado e incrédulo no que estava acontecendo. As virtudes de um filósofo sempre aparecem nas horas mais necessárias. Calma, serenidade e competência. E assim foi. Nos erros de Mutu e Lavezzi, Gabriel Bessa colocou seu nome na mais alta das lápides, tacou a bandeira do United no chão como se tivesse reunificado a Inglaterra e tornou-se o primeiro penta campeão da Jovens League.

O Despertar de um gigante adormecido. (ou de dois...)

- É mesmo verdade?!

Perguntava Riquelme, ainda tentando se explicar após a nona eliminação do Boca na primeira fase em nove participações na Jovens League. O Meia e ídolo nada mais falou. Levou aos mãos aos céus, depois aos olhos, para enxugar as lágrimas. A era UHR acabou. O aeroporto Jorge Newbery, lotado, vertia de ansiedade para uma das cenas mais inúsitadas de sua história, a partida de alguém, e não a chegada. Quando o avião de Felipe subiu aos céus rumo a Amsterdam, parecia gol do Boca...

Riquelme festeja notícia. O ídolo foi ao aeroporto.
Para seu lugar, um trienador Bi Campeão, porém ferido por um estigma: as Semi-Finais. Nas 7 últimas edições da Jovens League, foram 6 eliminações nessa fase, além de um título. Rodrigo Bessa chega com a festa da torcida, com o aval dos ídolos, mas precisando provar sua capacidade de ser "Copeiro" nos momentos cruciais. E confiança não faltará. Diego Armando Maradona, maior ídolo do clube, rasgou elogios ao Pibe.

- Copeiro? Está então no lugar certo. Ele precisa do Boca, e o Boca precisa dele. Voltaremos a sorrir!

Bessa, com seu advogado, nas redondezes do Hilton, em Puerto Madero.
"Voltaremos a sorrir!". Treinador vem com aval do ídolo eterno.

O despertar de um, melhor, DOIS, GIGANTES adormecidos se anuncia. Aguante Boca!!! Bamo Bessa , que és de Xeinezes!!!

Ah! Felipe Uhr assume o Ajax.

Enquanto isso, em Amsterdam...



quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Uma partida com Vinícius

Primeira rodada, terceira, quinta. Semi-final, oitavas? Uma finalíssima. Vinicius é pragmático em campo, assim como é nas palavras, nos desastres e nas catástrofes que causa onde passa. Tanto para o bem quanto para o mal. Afinal, há males que vem para o bem. Antes do início do desafio contra Vini, uma pausa. Há de se adquirir etanol que nos leve até o final do jogo sem a perda de algo tão difícil nos dias de hoje: a paciência. A provocação faz parte do futebol copeiro do bi-campeão. Um pouco de marra, falsa modéstia, muita sapiência, equilíbrio e palavras. Ah, essas palavras... E não são palavras proféticas, cristãs e muito menos frases vindas de um sermão. São pequenas orações vindas da seu pensamento espontâneo e, quiçá, filosófico.

Começou a partida, corre o cronômetro da parte superior esquerda, os primeiros toques já são dignos de alguma intervenção de Vinícius: “Bá, cara, o Torres tá pra baixo. Eu sou muito azarado”. A parte superior direita dita o 0 a 0, mas a psicanálise já impõe outro resultado: 16 a 0 para Vinícius. Aquela duas simples frases viram goleada histórica. O jogo se perpetua e quem já tem a jurisdição da partida é ele, o mago das palavras desconcertantes. O que será que Vinicius quis dizer com aquilo? Irônia, pleonasmo, sarcasmo, apoio? Nenhum ser humano pensante daquela sala sabe responder. Todos se calam perante as palavras sábias de um vencedor.

Intervalo. O adversário de Vinícius, graças a um conta-ataque fulminante, passa a ter o placar do seu lado: 16 a 1. “Cara, tu tá jogando muito melhor. Vou querer esse teu Aguero na próxima escolha”. Não precisamos de cartomante para saber qual a repercussão de tal profanação. Além de sete tiros psicológicos de fuzil, o adversário entra em processo de perda de células, nos tornamos unicelulares perante Vinícius.

Descontos. Vinicius já virou a contenda e tenta apalpar o derrotado: “Bá, que injustiça, tu merecia ganhar. Tive muita sorte”. Do azar para sorte. Da falta de merecimento à gloria. Das palavras para os bufos. De camisa para sem camisa. Da sala para sacada. Do terceiro colocado na fase de grupos para o pódium. Ecstasê. Acaba a partida e o pensamento é uníssono: “Cala boca, Vinícius”. Não podemos calar. Um jogo de futebol também se resolve com palavras. Ah, essas palavras...