Ah sim, quem venceu o Torneio? Pouco importa... O Campeão agora é o Peñarol
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A (verdadeira) retirada do Peñarol
Ah sim, quem venceu o Torneio? Pouco importa... O Campeão agora é o Peñarol
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Acho que seria um bom começo se mudarmos a regra mais capitalismo selvagem que existe que é a do campeão ter direito a primeira escolha. Eu até já fui beneficiado com essa regra e na época não me manifestei foi uma falha minha pois já achava injusto naquela época.
Quase todos temos visões igualitárias do mundo e acho que essa norma apenas centraliza o poder e distribui mal a "renda" que seriam os bons jogadores.
Ultimamente estamos muito competitivos estamos perdendo a nossa essência coletiva. Dessa forma estamos indo para o maior problema do capitalismo, o individualismo extremo, procurando trocas que só nos agradem (inclusive eu). Estamos usando jurisprudência para nos promover em detrimento de acordos coletivos.
como não faço comunicação e nunca fui bom em português peço desculpas pelas falhas linguísticas.
Deixo um link de uma musica que exemplifica o que era a Jovens League no começo.
Era sem compromissos, sem direção. Apenas amigos que deixavam o sol bater na cara e esqueciam o que os fazia mal.
http://www.youtube.com/watch?v=gqlpqSo0Cmg&feature=player_embedded#!
A retirada do Peñarol
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Hoje a Jovens League é (pós-) moderna. Há ranking, sorteio virtual, escolha de elencos, transações, BID. Até participante virtual teremos. Um escritor colombiano, chamado Gabriel Garcia Marquez, certa vez disse: “O que nós precisamos não é de modernidade, precisamos mais é de retroatividade”. A Jovens League trouxe uma grande revolução para nós, nobres viventes. O que era pra ser lúdico, ingênuo, travesso, passou a ser libado, conflituoso e, por vezes, transgressor. Os bate-papos entre amigos muitas vezes são levados para o assunto Jovens League e, muitas vezes (desculpe o pleonasmo), sendo levados a discussões totalmente desnecessárias e o mais grave: discussões sérias. A ala-minuta, a principal locomotiva, o frisson, a majestade, virou coadjuvante, secundária. O papel foi trocado pelo teclado, a ingenuidade pelo profissionalismo, a travessura por formosura e a brincadeira por obstinação. Até que ponto é verdadeiramente válido termos uma organização tão grande? Será mesmo essa a proposta de um bando de malucos por futebol? Não me atrevo em nenhum momento a dizer que a organização é o ópio da competição. Longe disso. Mas me atrevo a dizer que ela faz com que o que é para ser algo libertário, se torne em algo limitado, com fronteiras. E uma “competição” entre amigos, para mim, não pode assim ser. De imposições para cima de nós acho que estamos cheios. “Atravesse na faixa”, “Ultrapasse pela esquerda”, “Puxe a cordinha para descer do ônibus”, “Não estacione: garagem”. De regras já basta nossa Carta Magna, os códigos civil, penal, do contribuinte, caralhaquatro. O momento de amigos é para descontrair, discutir a verdadeira validade das regras (da sociedade), e não criá-las, recriá-las, legislar. Amizade é para ser ilimitada, não aduaneira.
O que quero deixar claro é que não estou pessoalizando esse protesto. Todos nós somos responsáveis pelo que cativamos. E nós cativamos essa competição para trazê-la viva até hoje. E bem viva, com grande expectativa de vida. É uma bonita e bela confraternização. Mas, em algumas coisas, tem deixado de ser saudável para mim. Por isso, retirar-me-ei da Jovens League. O Peñarol deixa sua marca como um clube anti-futebol-moderno e vai respirar os ares do futebol clássico uruguaio, onde os gramados tem crateras, as goleiras tem furo nas redes, o placar é trocado manualmente, o pau come durante a partida, mas, no fim, todos estão assando um churrasco no quintal do estádio, num agregado de tijolos e espetos enferrujados.
Carboneros se despedem de sua fanática torcida que sempre tomou a Arena Bessa
Avante, vida longa à Jovens League.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
FESTA EM ALMAGRO: UHR DESEMBARCA

Os moradores do bairro Nueva Pompeya estão enfurecidos desde ontem. Muitos não conseguiram dormir devido ao barulho dos rojões, que estourados em Almagro , bairro vizinho, ecoavam por toda vizinhança. O motivo do alarde vem de Amsterdã e é conhecido apenas por três letras.
Tão logo acabou a 17ª edição da Jovens League e começaram as especulações para onde iriam os técnicos. Muitos permaneceram em seus clubes, outros escolheram a mudança de ares. Quem acompanhou essa leva de técnicos que migrou de estádio foi Felipe Uhr. O técnico mais polêmico da Jovens League anunciou na tarde de terça-feira, 5 de outubro, o seu novo recinto. “Volto a morar em Buenos Aires porém vou treinar o San Lorenzo” afirmou ao chegar na capital argentina. O anúncio de Felipe foi o início de uma grande festa no Bairro de Flores na região metropolitana de Buenos Aires. Os adeptos do San Lorenzo estão em extase com a contratação de Uhr. “ és um treinador fabuloso” disse um torcedor. Los Cuervos, como são conhecidos, foram receber, ontem mesmo, Uhr hoje no estádio Estadio Pedro Bidegain em Almagro que concedeu coletiva logo após a apresentação. Durante a coletiva Uhr falou da negociação de dois dias, da preferencia por Buenos Aires, da grande passagem pelo Ajax e do grande desafio de treinar um time centenário. “Faremos um grande trabalho, os jogadores escolhidos sao de muita qualidade” afirmou Uhr

Elenco
O grupo de 20 jogadores, que servirão o San Lorenzo na próxima Jovens League já está definido. Nomes como Mascherano e Toldo, que já haviam trabalhado com Felipe anteriormente, estão no plantel A grande novidade é o atacante “Brasiliano” Amauri. Um dos artilheiros da Jovens League disse que irá fazer de tudo para ficar marcado na história do clube. O atacante Villa e os zagueiros Samuel e Materazzi são outros nomes consagrados que vestirão a camisa grená.
Amauri: promessa de muitos golsDe todos os grandes atletas presentes no clube de Flores nenhum, talvez, tem tanta responsabilidade como ele. Ribery chega a Almagro com o peso da camisa 10 nas costas. O meio campo terá a missão, ao lado de Mancini e Xabí Alonso, de servir a Villa e Amauri. O craque francês disse ontem, ao desembarcar no aeroporto de Buenos Aires, que garra e raça não faltarão. Sobre ser o jogador mais feio da Liga, Riberry disparou: " Sou melhor também"
Riberry vai ser um do pilares do time de Uhr
Metas
Por fim Uhr citou na coletivaos principias objetivos do clube. “Na prmeira temporada o principal é não cair. Mas tenho certeza que alçaremos voos maiores” O treinador lembrou quem seus times vem crescendo a cada competição e por fim completou: “ Não saio daqui sem um título”
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Rooney segue os passos de Zé do Maraca
domingo, 3 de outubro de 2010
SOY LOCO POR TRI AMERICA




domingo, 26 de setembro de 2010
16ª Jovens League. Muita coisa muda, o Campeão não.
A 16ª edição da Jovens League fez pulsar forte o coração de seus participantes nesse sábado. Estréia de treinador, trocas de última hora, muitas mudanças no ranking, artilheria inédita, tudo se movimentou. Menos a taça. A taça fica em La Boca, nas mãos do treinador Rodrigo Bessa, que conquista seu Tetra Campeonato. Landreau, Zebina, Milito, Chielinni, Chivu; Felipe Melo, Seedorf, Gerrard, W.Phillips; Kaká, Amauri. É TEEEETRA GALVÃO! Façamos então um breve resumo em fotos e comentários do que foi essa gloriosa edição... domingo, 19 de setembro de 2010
Boca, Campeão de Tudo!
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Colorado confiante no primeiro título
D´alessandro: Camisa 10 da equipe e homem de confiança do treinador
O técnico líder do ranking e maior campeão das taças está no comando da filosofia de trabalho do Clube. Confia em seus jogadores e na conquista da próxima taça: “Encontramos um esquema de jogo, uma ideia. Os jogadores compreendem muito bem a filosofia e método de trabalho da comissão técnica.” Bessa ainda afirma que o Colorado pode sim ser considerado um dos favoritos para levantar o caneco: “Estamos muito confiantes. O grupo é muito forte, não temos por que fugir da responsabilidade de sermos um dos favoritos. Vai ser difícil ganhar do nosso time”. E os próximos embates já estão marcados, dia 04/10. A data, que comemora o aniversário de sua avó, representa muito para o técnico. “Conversei com os jogadores da importância da data e do presente que eles podem me dar com esse título. Minha avó faz parte da minha vida e do meu trabalho”.
Os adversários que se preparem, o sempre favorito está a todo vapor.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Ajax fecha o grupo

Reys vai usar número 21 no Ajax
Sob o olhar de Uhr Lennon já treinou no clube preferido da Holanda
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Surpreendidos e Surpreendentes
Henry, goleador do Ajax, na disputa com seu oponente.Surpreendidos ficaram aqueles que não prestaram atenção em suas sábias palavras que profetizavam algo talvez improvável. Improvável para os alienados e ignorantes que acham que os outros não evoluem. Pois o desacreditado, sempre “xacotado” Felipe Uhr incomodou. Derrotou cachorros grandes (Bessa’s), tirou pontos de fortes adversários e passou por cima daqueles que o subestimaram. Com a força de Messi, Henry e de outros abnegados soldados que cumpriram fielmente a ordem de seu coronel o Ájax chegou a final. Com a força de jogadores surpreendentes os fracos de cabeça, esses sim, foram surpreendidos.
Combate duradouro
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Pensamento Avulso (I)
nesse mundo
lutando por felicidade
no mundo
E nós onze pessoas
desse mundo
encontramos a maior felicidade
do mundo
Num jogo de vídeo-game...
Marcado Soborô
Ah! Não vale reservar jogadores antes da abertura da janela. Troca só após o final do primeiro torneio dessa escolha.
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| Raul Soborô. |
terça-feira, 24 de agosto de 2010
De pendejo te sigo, Junto a Racing SIEMPRE a todos lados!
Se você acha que ama seu time mais que qualquer outro torcedor ama um time em qualquer lugar do mundo, pense bem. Ou você torce pro Racing, ou você está errado.
O jovem treinador Daniel Chaves resgata a esperança da torcida mais apaixonada, fiel, encantadora e empolgante de TODO O MUNDO. Desde a sua longínqua fundação, no glorioso 25 de março de 1903, a torcida do Racing esteve mais confiante. Em busca de um sonho, a Jovens League, o time refaz um plantel de acordo com a vontade da torcida e do treinador, com técnica e muita garra. Aliás, este elo de paixão treinador-torcedor, é muito grande. "Estamos completamente apaixonados pelo treinador Daniel Chaves e sabemos que ele fará um belo trabalho" diz um dos lideres da "la guarda imperial".
De pendejo te sigo,
junto a racing siempre a todos lados,
nos bancamó una quiebra, un descenso y fuimos alquilados,
no me olvido ese dia, que una vieja chiflada decía,
que Racing no existía, que tenia que ser liquidado,
si llenamos nuestra cancha y no jugamos oh oh,
defendimos del remate nuestra sede oh oh,
si la nuestra es una hinchada diferente,
no es amarga como la de independiente oh oh,
los bosteros san lorenzo y las gallinas oh oh,
nunca llenaron 2 canchas el mismo dia oh oh,
y a vos independiente yo te digo
vos sos amargo, y pecho frio
vos sos amargo y tira tiros
A torcida do Racing sempre foi respeitada por NUNCA abandonar o time, enfrentando os percalços da segunda divisão. Fugindo da modinha, Boca Juniors, River Plate, Estudiantes e outros, a torcida do Racing obteve por dois anos, todos os recordes de públicos entre todas as divisões nacionais argentinas, sem esquecer que estes dois anos foram quando o clube estava na segunda divisão.
A espera do campeonato, encanta a grande Buenos Aires. Flâmulas, bandeiras e caras pintadas enfeitam o país, como se fosse uma guerra prevista. O país será tomado de azul como nunca foi tomado antes. A face de Daniel Chaves não belisca, não retrai, parecendo mais uma pedra. Concentrado, em busca de seu maior título da carreira, o treinador não abre o jogo: "Podemos surpreender neste campeonato. Jogadores acima do nível estão em minhas mãos, tudo pode acontecer" afirma Chaves.
Mais claro e evidente que a torcida do Racing, só o time. Em um novo esquema, onde o treinador Daniel Chaves é chamado de retranqueiro, o time foi melhor ataque da competição isolado, deixando os cronistas à la Wianey Carlet mordidos.
De todo o mais, não se espera mais nada do Racing na Jovens League. O trabalho da equipe é indiscutível. Se espera apenas a festa e a alegria do torcedor do Racing. Ninguém nunca verá nada igual no El Cilindro, com mais de 60 mil pessoas URRANDO. Ninguém sabe aonde pode chegar estes bravos guerreiros escolhidos a dedo por Chaves. Só sabemos que a hinchada não abandonará, afinal, paixão como o Racing se cria desde pequeno e não se esquece.
É contagiante. É envolvente. É alucinante. É fiel. É RACING CLUB DE AVALANNEDA.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Protesto sem pontuação
Começam os treinos no Ajax
Uhr foi apresentado a sua nova casa
Na primeira reunião com os atletas Uhr cobrou determinação e comprometimento. “Esse grupo é muito bom, com alguns jogadores eu já trabalhei e foram exigências minhas para esta direção. Tenho a certeza de que faremos uma grande jornada” falou o “coach”. Foi a primeira vez que Felipe não teve a oportunidade de escolher seus jogadores, mas mesmo assim está satisfeito com as escolhas de sua representação. Dos 20 jogadores do Ájax, os argentinos Cambiasso, Mascherano, Messi e Ayala e os francêses Makelele e Anelka já haviam trabalhado com o técnico.
Jogadores começaram os primeiros treinos
Para a semana Uhr prometeu muito treino e testes. A pré-temporada do Ajax será no frio da Rússia. A comissão optou por levar os jogadores longe dos agitos do centro europeu para focar exclusivamente no primeiro campeonato. Uhr terminou a coletiva dizendo: “Iremos surpreender”.
domingo, 22 de agosto de 2010
O Homem Gol de Rodrigo Bessa
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| 24 gols nos 6 últimos torneios. E ele nem sempre foi titular. |
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| No primeiro treino pelo Boca. "estão nos alimentando de uma vontade nunca antes vista por vocês". |
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
4ª Escolha agita bastidores da Jovens League!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Uhr firma com Ajax
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| A torcida foi ao estádio do Ajax recepcionar Uhr |
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| A noite de Amsterdã nunca mais será a mesma |
Requiem para o penta
Putaria, esbórnia e um pouquinho de sacanagem na festa dos RedsA 11ª Edição da Jovens League começou como de praxe: atraso dos participantes. Visto que a pontualidade é uma virtude dos entediados, o colegiado não se manifestou a respeito desse deslize. Pontos corridos foi a fórmula da disputa. Um para o limbo. Um para tumba. E cinco para erguer o único que atingiria a glória, enquanto os outros dois eram apedrejados pelos talibãs contratados pela Jovens Corporation. Foi uma primeira fase cordeira. Destaque para os irmãos Bessa que dispararam em busca do ponto mais alto da pirâmide para gozar do nirvana. Os outros quatro classificados degladiaram-se como se Coliseu fosse a Arena para não deparar-se com nenhum dos Bessas na fase derradeira.
O destino reservou uma mandinga para Ilmar. Mesmo esboçando alguns sorrisos na tarde de domingo depois de passar o rodo num cabaret da cidade, os Skyblues pisaram no buraco que não o levava para o País da Maravilhas em busca de um coelho britânico e, sim, o levava para o inferno em busca do javali que o pisoteou com botas de bico fino. Felipe Uhr foi o jogador mais baldio e improfícuo. Seu apogeu na competição foi quando rebelou-se como um comunista que sofre de cegueira crônica. Descobriu o surrupio de Vinícius ao escalar um jogador irregular e lutou com foice num elevador lotado no escuro para tirar os pontos do possível concorrente na tabela de classificação. Vinícius, depois de uma opinião isenta do caseiro da Arena, foi punido com rigor pela Assembleia que decidiu sancionar a perda de três pontos pela malandragem ateísta do bi-campeão. Tristeza para Vínicius? Jamais. Tristeza, por favor vá embora... Ao som de “Construção”, o jogo mais simbólico da competição foi protagonizado pela dupla mais glamourosa da República Federativa. Chico e Vinícius, o Malandro e o Poeta juntos disputando não a autoria de versos, mas uma contenda de ludopédio. O poeta saiu sorrindo. Porém, para fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza. Vinícius, na segunda fase, seria eliminado nas quartas-de-final pelo relutante Guilherme. Guilherme, o homem que conseguiu uma das maiores façanhas ao chegar às semi-finais com quatro gols ao seu favor. A comprovação de que com pouco se faz muito. Para o malandro, só restou sonhar com os Anos Dourados e esperar a banda passar depois de ser eliminado nas quartas pelo copeiro Peñarol de Rodrigo Azevedo.

Sacramentada a final: Gabriel Bessa e Rodrigo Azevedo, Mancheste United contra Peñarol. Para tocar a taça, Azevedo teria que pelear sem seu principal jogador, já que Drogba teve expulsão decretada no jogo passado ao dar um golpe ainda a ser batizado pela Comissão Internacional de Judô. Além disso, o Peñarol teria que encarnar um pré-socrático, descobrir um filósofo maior que Sócrates para manejar sua equipe ou assassinar o traficante que abastece o bárbaro Bessa. Foi um jogo aguerrido. Bessa apostando todas suas fichas em Kaká, que atravessava a Alemanha Ocidental correndo até esbarrar no Muro de Berlim que o separava do gol. Azevedo montou uma muralha com farol, grades de choque e cinco soldados patrióticos, que só sairiam dali sem vida. Klose, o substituto de Drogba, não deixou a desejar e foi um dos jogadores que mais se movimentou no ataque, sempre procurando a parceria de Mutu. Lucho era o responsável pelo clã uruguaio e quase fez o gol da vitória no segundo tempo da prorrogação, quando Frey fez uma bela defesa e determinou a ida da peleia para as penalidades. Gabaritar a Timemania é mais fácil que descobrir o vencedor de uma disputa de pênaltis. E assim o estádio se portou, desconfiado e incrédulo no que estava acontecendo. As virtudes de um filósofo sempre aparecem nas horas mais necessárias. Calma, serenidade e competência. E assim foi. Nos erros de Mutu e Lavezzi, Gabriel Bessa colocou seu nome na mais alta das lápides, tacou a bandeira do United no chão como se tivesse reunificado a Inglaterra e tornou-se o primeiro penta campeão da Jovens League.
O Despertar de um gigante adormecido. (ou de dois...)
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| Riquelme festeja notícia. O ídolo foi ao aeroporto. |
| Bessa, com seu advogado, nas redondezes do Hilton, em Puerto Madero. |
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| "Voltaremos a sorrir!". Treinador vem com aval do ídolo eterno. |
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| Enquanto isso, em Amsterdam... |
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Uma partida com Vinícius
Começou a partida, corre o cronômetro da parte superior esquerda, os primeiros toques já são dignos de alguma intervenção de Vinícius: “Bá, cara, o Torres tá pra baixo. Eu sou muito azarado”. A parte superior direita dita o 0 a 0, mas a psicanálise já impõe outro resultado: 16 a 0 para Vinícius. Aquela duas simples frases viram goleada histórica. O jogo se perpetua e quem já tem a jurisdição da partida é ele, o mago das palavras desconcertantes. O que será que Vinicius quis dizer com aquilo? Irônia, pleonasmo, sarcasmo, apoio? Nenhum ser humano pensante daquela sala sabe responder. Todos se calam perante as palavras sábias de um vencedor.
Intervalo. O adversário de Vinícius, graças a um conta-ataque fulminante, passa a ter o placar do seu lado: 16 a 1. “Cara, tu tá jogando muito melhor. Vou querer esse teu Aguero na próxima escolha”. Não precisamos de cartomante para saber qual a repercussão de tal profanação. Além de sete tiros psicológicos de fuzil, o adversário entra em processo de perda de células, nos tornamos unicelulares perante Vinícius.
Descontos. Vinicius já virou a contenda e tenta apalpar o derrotado: “Bá, que injustiça, tu merecia ganhar. Tive muita sorte”. Do azar para sorte. Da falta de merecimento à gloria. Das palavras para os bufos. De camisa para sem camisa. Da sala para sacada. Do terceiro colocado na fase de grupos para o pódium. Ecstasê. Acaba a partida e o pensamento é uníssono: “Cala boca, Vinícius”. Não podemos calar. Um jogo de futebol também se resolve com palavras. Ah, essas palavras...























