Admira-me a desconfiança dos outros participantes da Jovens League, principalmente daqueles que não ficaram até o final, ao perguntarem : "O Uhr chegou na final,como?" Ora, todos foram avisados pelo participante mais envolvido em todas as edições da Jovens League, preocupado sempre com todos os mínimos detalhes sejam eles o cabo do computador compatível com a entrada do monitor comes e bebes ou impressão das tabelas e rankings, Rodrigo Bessa. Ele alertou a todos na primeira rodada: “ Ele vai incomodar”.
Henry, goleador do Ajax, na disputa com seu oponente.
Surpreendidos ficaram aqueles que não prestaram atenção em suas sábias palavras que profetizavam algo talvez improvável. Improvável para os alienados e ignorantes que acham que os outros não evoluem. Pois o desacreditado, sempre “xacotado” Felipe Uhr incomodou. Derrotou cachorros grandes (Bessa’s), tirou pontos de fortes adversários e passou por cima daqueles que o subestimaram. Com a força de Messi, Henry e de outros abnegados soldados que cumpriram fielmente a ordem de seu coronel o Ájax chegou a final. Com a força de jogadores surpreendentes os fracos de cabeça, esses sim, foram surpreendidos.
Se Celso Roth acha demasia jogar quarta e sábado durante o campeonato brasileiro, é porque ele não conhece a Jovens League. Na interminável liga de sábado, houve quem não completou, houve quem foi campeão, houve quem caiu na semi como sempre e houve quem foi rebaixado, mesmo com três desistências no meio do caminho. Mas o que mais houve é jogos. A narração ficou rouca de tantos gols. Felipe Uhr cansou de usar seus bordões. O “Ih!” cansou de ser repetido pelo repórter de todos os jogos Daniel Chaves. O eterno titular mesário Rodrigo Bessa teve dores nas costas de marcar pauzinhos nos gols e pontos dos times.
Gabriel Reinaldo mostrando as manhas já pré-configuradas de seu computador, jogando contra um adversário que já foi rebaixado diversas vezes, teve facilidade na final. Não sei quanto foi o placar, mas jogar contra o Uhr é sempre fácil. O que acontece é que agora há muita pressão de ganhar do Felipinho, pois quem não ganhar do União São João de Araras da Jovens League, acaba não se classificando. Uhr, nesta pressão psicológica ao seu favor, chegou até a semifinal. Nela, encontrou Rodrigo Bessa, e, como vocês sabem, Bessa sem cair na semifinal é como avião sem asa, fogueira sem brasa e afins. Assim, o Ajax chegou a sua primeira final. Esperemos o próximo cometa Harley para que tal feito seja repetido.
O mercado se movimenta de forma agressiva. Não só agressiva, ingnorantemente agressiva. O treinador Rodrigo Bessa, aproveitando o estado emocional de alguns treinadores, não tem vergonha de roubar alguns jogadores destes técnicos atordoados. Trocando goleiros nanicos por meias consagrados, Bessa monta, conforme ele mesmo diz: um "dream team".
Porém, entretanto, toda via, contudo, o próximo campeonato será mais pensado e organizado. A ganância de jogar contra todos os participantes deve ser esquecida para que o campeonato tenha alegria e energia para durar. No más, deixo um recado dos jogadores do Racing, no reencontro que tivemos esta semana: "O próximo campeonato será copado. O coração está ensandecido na obsessão pela copa".
Uma novidade será posta em prática a partir da abertura da janela de transferências da Jovens League. o Mercado Soborô.
Tão logo o final da 13ª edição se consolide, as tranferências entre os clubes estão liberadas, e a troca por jogadrores que "sobraram" na lista também. Uma lista com os nomes está fixada no mural da Toca dos Bessa, bem como uma folha contendo duas colunas, com os dizeres: quem eu liberei - quem eu contratei. Os nomes dos dois atletas vão para essa folha, e o jogador liberado passa a estar livre para integrar qualquer outro elenco. Uma vez que um jogador for contratado por determinado treinador, deverá jogar pelo menos um torneio pela respectiva equipe.
Ah! Não vale reservar jogadores antes da abertura da janela. Troca só após o final do primeiro torneio dessa escolha.
Não haverá critério na hora de decidir quem fica com determinado jogador livre, se houver mais de um interesado. Par ou ímpar, palitinho, corrida de saco, porrada, o critério fica a escolha dos treinadores.
Um dos jogadores mais conhecidos do Soborô F.C, o atacante oportunista Raúl, não escondeu a ansiedade pela novidade:
-Ainda tenho muito a dar. Meu remédios para reumatismo não caem no doping, e estou liberado para jogar.
Raul Soborô.
É a Jovens League amigo, cada vez orgulhando mais seu mentor Zagallo!
Se você acha que ama seu time mais que qualquer outro torcedor ama um time em qualquer lugar do mundo, pense bem. Ou você torce pro Racing, ou você está errado.
O jovem treinador Daniel Chaves resgata a esperança da torcida mais apaixonada, fiel, encantadora e empolgante de TODO O MUNDO. Desde a sua longínqua fundação, no glorioso 25 de março de 1903, a torcida do Racing esteve mais confiante. Em busca de um sonho, a Jovens League, o time refaz um plantel de acordo com a vontade da torcida e do treinador, com técnica e muita garra. Aliás, este elo de paixão treinador-torcedor, é muito grande. "Estamos completamente apaixonados pelo treinador Daniel Chaves e sabemos que ele fará um belo trabalho" diz um dos lideres da "la guarda imperial".
De pendejo te sigo,
junto a racing siempre a todos lados, nos bancamó una quiebra, un descenso y fuimos alquilados, no me olvido ese dia, que una vieja chiflada decía, que Racing no existía, que tenia que ser liquidado, si llenamos nuestra cancha y no jugamos oh oh, defendimos del remate nuestra sede oh oh, si la nuestra es una hinchada diferente, no es amarga como la de independiente oh oh, los bosteros san lorenzo y las gallinas oh oh, nunca llenaron 2 canchas el mismo dia oh oh, y a vos independiente yo te digo vos sos amargo, y pecho frio vos sos amargo y tira tiros
A torcida do Racing sempre foi respeitada por NUNCA abandonar o time, enfrentando os percalços da segunda divisão. Fugindo da modinha, Boca Juniors, River Plate, Estudiantes e outros, a torcida do Racing obteve por dois anos, todos os recordes de públicos entre todas as divisões nacionais argentinas, sem esquecer que estes dois anos foram quando o clube estava na segunda divisão.
A espera do campeonato, encanta a grande Buenos Aires. Flâmulas, bandeiras e caras pintadas enfeitam o país, como se fosse uma guerra prevista. O país será tomado de azul como nunca foi tomado antes. A face de Daniel Chaves não belisca, não retrai, parecendo mais uma pedra. Concentrado, em busca de seu maior título da carreira, o treinador não abre o jogo: "Podemos surpreender neste campeonato. Jogadores acima do nível estão em minhas mãos, tudo pode acontecer" afirma Chaves.
Mais claro e evidente que a torcida do Racing, só o time. Em um novo esquema, onde o treinador Daniel Chaves é chamado de retranqueiro, o time foi melhor ataque da competição isolado, deixando os cronistas à la Wianey Carlet mordidos.
De todo o mais, não se espera mais nada do Racing na Jovens League. O trabalho da equipe é indiscutível. Se espera apenas a festa e a alegria do torcedor do Racing. Ninguém nunca verá nada igual no El Cilindro, com mais de 60 mil pessoas URRANDO. Ninguém sabe aonde pode chegar estes bravos guerreiros escolhidos a dedo por Chaves. Só sabemos que a hinchada não abandonará, afinal, paixão como o Racing se cria desde pequeno e não se esquece.
É contagiante. É envolvente. É alucinante. É fiel. É RACING CLUB DE AVALANNEDA.
Não marcar um jogador já escolhido anteriormente na escolha que pode ser considerada a mais emocionante parte da Jovens League é um ato falho repreensível digno de uma punição severa vinda do colegiado-mor que delega sobre as causas mais adjacentes do certame que começou no início deste ano e que poderá ser o maior torneio já visto na Via Láctea habitada por humanos como nós que são passíveis de erro mas que devem ter mais atenção nas suas ações pois isso poderá representar mais adiante um malefício para o colega de contenda virtual capaz de fazê-lo perder a taça de campeão já conquistada por quatro participantes que podem também ter falhado na não marcação de jogadores já escolhidos por participantes que ainda não chegaram na final porém capacitados para um dia levantar a taça mais cobiçada por dez a cada dez jovens dessa república rio-grandense que nos orgulha muito por ser um estado eficiente nas questões econômicas deixando a desejar um pouco nas sociais admitindo que isso é o de menos se continuar essa palhaçada de não marcarem os jogadores já escolhidos e agora sim o momento mais esperado por todos que acompanharam este texto até o final: PONTO.
Tão logo foi anunciado o plantel para o primeiro campeonato da Jovens League, após a reformulação dos elencos, Uhr arregaçou as mangas e foi trabalhar. Um breve reconhecimento do centro de treinamento e das instalações do clube foram feitos antes de ser apresentado ao grupo de jogadores.
Uhr foi apresentado a sua nova casa
Na primeira reunião com os atletas Uhr cobrou determinação e comprometimento. “Esse grupo é muito bom, com alguns jogadores eu já trabalhei e foram exigências minhas para esta direção. Tenho a certeza de que faremos uma grande jornada” falou o “coach”. Foi a primeira vez que Felipe não teve a oportunidade de escolher seus jogadores, mas mesmo assim está satisfeito com as escolhas de sua representação. Dos 20 jogadores do Ájax, os argentinos Cambiasso, Mascherano, Messi e Ayala e os francêses Makelele e Anelka já haviam trabalhado com o técnico.
Jogadores começaram os primeiros treinos
Para a semana Uhr prometeu muito treino e testes. A pré-temporada do Ajax será no frio da Rússia. A comissão optou por levar os jogadores longe dos agitos do centro europeu para focar exclusivamente no primeiro campeonato. Uhr terminou a coletiva dizendo: “Iremos surpreender”.
AEK, Internazionale, Universidad de Chile e agora Boca. Para onde o treinador Rodrigo Bessa ruma, o centroavante Amauri se faz presente. São quatro escolhas, 9 torneios até agora.
Com 24 gols marcados nos últimos seis torneios, quais começaram a ter a artilharia computada, a vida do Ponta de Lança rasgador nem sempre foi moleza. Escolhido inicialmente para compor grupo, como reserva, foi passo a passo galgando seu lugar ao sol, entrando nos momentos finais, fazendo gols decisivos, como o do último título de Bessa, ao vencer o freguês Ilmar por 1x0 na grande final.
- É um jogador diferente, que sabe seu papel na equipe como poucos. Ter ele conosco é sempre um privilégio, diz Bessa.
24 gols nos 6 últimos torneios. E ele nem sempre foi titular.
O jogador, por sua vez, também rasga elogios ao comandante:
- As equipes de Bessa são mais que equipes. São famílias. Todos sabem seu papel, e porque ele sempre faz questão de salientar que nenhum jogador é melhor que um time inteiro. Espero estar com ele por muitos torneios ainda...
Amauri também falou das críticas que as equipes de Bessa vêm sofrendo, por caírem sempre na fase semifinal:
- Isso é bobagem! Perdemos por merecimento dos adversários, acontece. As derrotas nos ensinaram muitas coisas. E essas críticas estão nos alimentando de uma vontade nunca antes vista por vocês. Esperem pra ver o próximo torneio, Bessa nunca esteve tão pronto para vencer. E eu estarei lá, lutando por ele e pelo Boca.
No primeiro treino pelo Boca. "estão nos alimentando de uma vontade nunca antes vista por vocês".
Bamos Amauri! Bamos Bessa! Los Xeinezes não esperam a hora de lotar a Bombonera para te ver ganhar!
Mais felizes do que os donos dos principais prostíbulos da cidade de Amsterdã, famosos pos exporem suas garotas em vitrines, atrás de clientes famintos, estão os torcedores do AJAX após a divulgação do novo técnico do clube. Felipe Uhr foi anunciado na noite de domingo, dia 15 de agosto, após o mesmo contatar o seu desligamento com o Boca Juniors.
A torcida foi ao estádio do Ajax recepcionar Uhr
Após 9 temporadas no clube argentino Uhr achou melhor trocar de ares. “Tenho muito carinho pelo Boca mas estava na hora de mudar”. Conhecido por trabalhos desastrosos e dois rebaixamentos o polêmico técnico lembra que já foi finalista e que agora achou o jeito de seu time jogar. “Estou me preparando para incomodar, nos próximos campeonatos. Um dia chegarei lá” afirmou. Para conseguir tal façanha, Uhr já encaminhou sua lista de reforços para a direção, além de avaliar os jogadores do atual elenco.
A noite de Amsterdã nunca mais será a mesma
O vice de futebol do clube holandês , David Endt, disse que todos os esforços serão feitos para montar um plantel competitivo. Endt ressaltou ainda que confia no trabalho de Uhr, e que o técnico emergente fará uma grande estada nos Países Baixos. “Com Uhr no comando, não tenho dúvidas, voltaremos a ser grandes” concluiu. Enfim, a maior torcida do país vice-campeão mundial, na África, está esperançosa em bons resultados na Jovens League.
Putaria, esbórnia e um pouquinho de sacanagem na festa dos Reds
Sócrates era um homem que só sabia que nada sabia. Era um analfabeto que saia indigente a perguntar e achar as respostas para o mundo com perspicácia. Era um pedófilo mental, pois tirava as criancinhas da escola para traçar o conhecimento. Gabriel é o Sócrates da Jovens League. Ele sabe que nada sabe. Toca o time para frente sem precedentes táticos. Vai para guerra como um bárbaro errante alucinado com dez carreirinhas de neve da boa e mais dezoito adesivos de LSD derretendo debaixo da língua. Mesmo assim é vencedor e vanguardista, pois ontem, na Arena Young, conquistou o seu quinto título e galgou mais um passo para entrar na história do futebol virtual, assim como Sócrates entrou na história da filosofia.
A 11ª Edição da Jovens League começou como de praxe: atraso dos participantes. Visto que a pontualidade é uma virtude dos entediados, o colegiado não se manifestou a respeito desse deslize. Pontos corridos foi a fórmula da disputa. Um para o limbo. Um para tumba. E cinco para erguer o único que atingiria a glória, enquanto os outros dois eram apedrejados pelos talibãs contratados pela Jovens Corporation. Foi uma primeira fase cordeira. Destaque para os irmãos Bessa que dispararam em busca do ponto mais alto da pirâmide para gozar do nirvana. Os outros quatro classificados degladiaram-se como se Coliseu fosse a Arena para não deparar-se com nenhum dos Bessas na fase derradeira.
O destino reservou uma mandinga para Ilmar. Mesmo esboçando alguns sorrisos na tarde de domingo depois de passar o rodo num cabaret da cidade, os Skyblues pisaram no buraco que não o levava para o País da Maravilhas em busca de um coelho britânico e, sim, o levava para o inferno em busca do javali que o pisoteou com botas de bico fino. Felipe Uhr foi o jogador mais baldio e improfícuo. Seu apogeu na competição foi quando rebelou-se como um comunista que sofre de cegueira crônica. Descobriu o surrupio de Vinícius ao escalar um jogador irregular e lutou com foice num elevador lotado no escuro para tirar os pontos do possível concorrente na tabela de classificação. Vinícius, depois de uma opinião isenta do caseiro da Arena, foi punido com rigor pela Assembleia que decidiu sancionar a perda de três pontos pela malandragem ateísta do bi-campeão. Tristeza para Vínicius? Jamais. Tristeza, por favor vá embora... Ao som de “Construção”, o jogo mais simbólico da competição foi protagonizado pela dupla mais glamourosa da República Federativa. Chico e Vinícius, o Malandro e o Poeta juntos disputando não a autoria de versos, mas uma contenda de ludopédio. O poeta saiu sorrindo. Porém, para fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza. Vinícius, na segunda fase, seria eliminado nas quartas-de-final pelo relutante Guilherme. Guilherme, o homem que conseguiu uma das maiores façanhas ao chegar às semi-finais com quatro gols ao seu favor. A comprovação de que com pouco se faz muito. Para o malandro, só restou sonhar com os Anos Dourados e esperar a banda passar depois de ser eliminado nas quartas pelo copeiro Peñarol de Rodrigo Azevedo.
Gabriel, o pensamento e Boca Juniors
Enquanto todo concerto acontecia, Gabriel Bessa passava pelos adversários como um ciclone extra-tropical advindo do Pacífico. Somente esperava seu adversário da grande final, que sairia do confronto de uns certos capitães Rodrigo, o jogo para saber se a neta de Ana Terra gostava de cabelos crespos ou lisos. A ânsia de querer matar a partida muitas vezes é o principal agente da derrota. Azevedo, mesmo jogando uma partida coesa e equilibrada, não conseguiu criar o mesmo número de chances de Bessa, que tomou as rédeas da partida mesmo não jogando o futebol mostrado na primeira fase. Porém, era uma noite nostálgica. E nostalgia é o epíteto do Peñarol, que luta para colocar seu nome novamente entre os grandes. Com a benção de Artigas, o time de Azevedo classificou-se para primeira final de sua genealogia e determinou um karma para vida de Rodrigo Bessa: semi-final. Para ele, agora, toda partida não será um batalha, será uma semi-final. Semi-final, para Bessa, virou um adjetivo.
Sacramentada a final: Gabriel Bessa e Rodrigo Azevedo, Mancheste United contra Peñarol. Para tocar a taça, Azevedo teria que pelear sem seu principal jogador, já que Drogba teve expulsão decretada no jogo passado ao dar um golpe ainda a ser batizado pela Comissão Internacional de Judô. Além disso, o Peñarol teria que encarnar um pré-socrático, descobrir um filósofo maior que Sócrates para manejar sua equipe ou assassinar o traficante que abastece o bárbaro Bessa. Foi um jogo aguerrido. Bessa apostando todas suas fichas em Kaká, que atravessava a Alemanha Ocidental correndo até esbarrar no Muro de Berlim que o separava do gol. Azevedo montou uma muralha com farol, grades de choque e cinco soldados patrióticos, que só sairiam dali sem vida. Klose, o substituto de Drogba, não deixou a desejar e foi um dos jogadores que mais se movimentou no ataque, sempre procurando a parceria de Mutu. Lucho era o responsável pelo clã uruguaio e quase fez o gol da vitória no segundo tempo da prorrogação, quando Frey fez uma bela defesa e determinou a ida da peleia para as penalidades. Gabaritar a Timemania é mais fácil que descobrir o vencedor de uma disputa de pênaltis. E assim o estádio se portou, desconfiado e incrédulo no que estava acontecendo. As virtudes de um filósofo sempre aparecem nas horas mais necessárias. Calma, serenidade e competência. E assim foi. Nos erros de Mutu e Lavezzi, Gabriel Bessa colocou seu nome na mais alta das lápides, tacou a bandeira do United no chão como se tivesse reunificado a Inglaterra e tornou-se o primeiro penta campeão da Jovens League.
Perguntava Riquelme, ainda tentando se explicar após a nona eliminação do Boca na primeira fase em nove participações na Jovens League. O Meia e ídolo nada mais falou. Levou aos mãos aos céus, depois aos olhos, para enxugar as lágrimas. A era UHR acabou. O aeroporto Jorge Newbery, lotado, vertia de ansiedade para uma das cenas mais inúsitadas de sua história, a partida de alguém, e não a chegada. Quando o avião de Felipe subiu aos céus rumo a Amsterdam, parecia gol do Boca...
Riquelme festeja notícia. O ídolo foi ao aeroporto.
Para seu lugar, um trienador Bi Campeão, porém ferido por um estigma: as Semi-Finais. Nas 7 últimas edições da Jovens League, foram 6 eliminações nessa fase, além de um título. Rodrigo Bessa chega com a festa da torcida, com o aval dos ídolos, mas precisando provar sua capacidade de ser "Copeiro" nos momentos cruciais. E confiança não faltará. Diego Armando Maradona, maior ídolo do clube, rasgou elogios ao Pibe.
- Copeiro? Está então no lugar certo. Ele precisa do Boca, e o Boca precisa dele. Voltaremos a sorrir!
Bessa, com seu advogado, nas redondezes do Hilton, em Puerto Madero.
"Voltaremos a sorrir!". Treinador vem com aval do ídolo eterno.
O despertar de um, melhor, DOIS, GIGANTES adormecidos se anuncia. Aguante Boca!!! Bamo Bessa , que és de Xeinezes!!!
Primeira rodada, terceira, quinta. Semi-final, oitavas? Uma finalíssima. Vinicius é pragmático em campo, assim como é nas palavras, nos desastres e nas catástrofes que causa onde passa. Tanto para o bem quanto para o mal. Afinal, há males que vem para o bem. Antes do início do desafio contra Vini, uma pausa. Há de se adquirir etanol que nos leve até o final do jogo sem a perda de algo tão difícil nos dias de hoje: a paciência. A provocação faz parte do futebol copeiro do bi-campeão. Um pouco de marra, falsa modéstia, muita sapiência, equilíbrio e palavras. Ah, essas palavras... E não são palavras proféticas, cristãs e muito menos frases vindas de um sermão. São pequenas orações vindas da seu pensamento espontâneo e, quiçá, filosófico.
Começou a partida, corre o cronômetro da parte superior esquerda, os primeiros toques já são dignos de alguma intervenção de Vinícius: “Bá, cara, o Torres tá pra baixo. Eu sou muito azarado”. A parte superior direita dita o 0 a 0, mas a psicanálise já impõe outro resultado: 16 a 0 para Vinícius. Aquela duas simples frases viram goleada histórica. O jogo se perpetua e quem já tem a jurisdição da partida é ele, o mago das palavras desconcertantes. O que será que Vinicius quis dizer com aquilo? Irônia, pleonasmo, sarcasmo, apoio? Nenhum ser humano pensante daquela sala sabe responder. Todos se calam perante as palavras sábias de um vencedor.
Intervalo. O adversário de Vinícius, graças a um conta-ataque fulminante, passa a ter o placar do seu lado: 16 a 1. “Cara, tu tá jogando muito melhor. Vou querer esse teu Aguero na próxima escolha”. Não precisamos de cartomante para saber qual a repercussão de tal profanação. Além de sete tiros psicológicos de fuzil, o adversário entra em processo de perda de células, nos tornamos unicelulares perante Vinícius.
Descontos. Vinicius já virou a contenda e tenta apalpar o derrotado: “Bá, que injustiça, tu merecia ganhar. Tive muita sorte”. Do azar para sorte. Da falta de merecimento à gloria. Das palavras para os bufos. De camisa para sem camisa. Da sala para sacada. Do terceiro colocado na fase de grupos para o pódium. Ecstasê. Acaba a partida e o pensamento é uníssono: “Cala boca, Vinícius”. Não podemos calar. Um jogo de futebol também se resolve com palavras. Ah, essas palavras...
A Jovens League se encaminha para sua 4ª escolha de elencos, ainda com a indefinição de quem, junto com os dois úlitmos campeões Gabriel Reinaldo e Vinicius, terá o direito de escolha de atletas na frente de todos os outros trienandores, nas duas primeiras rodadas.
E candidatos não faltam. Treinadores com títulos no currículo, em ascensão no ranking, tentando fazer as pazes com a torcida, enfim, qualquer combustível é válido para almejar esse grande direito.
Questionado sobre qual treinador se unirá aos dois já contemplados, o saudoso Jornalista Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, foi categórico ao não apontar um favorito.
- O menos preparado dessa lista conserta relógio de pulso com Luva de Boxe...
É pagar pra ver. A 12ª edição da Jovens League ainda não tem data definida. Façam suas apostas!
Já tentei pesquisar na minha mente diversas justificativas para responder a maldita pergunta feita por indivíduos que ainda não provaram do antídoto que é ficar em uma sala de 10 x 12 com 10 homens jogando uma contenda de futebol virtual. Familiares dizem ser uma fase normal da idade adulta: querer voltar à infância, medo do progresso, retenção das emoções mais ávidas, impedimento da noção da realidade. Alguns amigos citam poetas para exprimir o sentimento de perda do companheiro numa tarde de sábado: “Tu é doente, meu”; “Vai tomar no cu, te enfia com um monte homem pra jogar play ao invés de ir pra um parque ou fazer um esporte”; “Te interna, rapaz”. E ainda existem as cônjuges sabatinando todo o processo de industrialização do sábado. Ligações sistemáticas para saber se o vivente realmente está na batalha entre Drogba ou Villa e não chuleando o preço entre Greice e Patrícia nas bandas da Santa Cecília, onde fica o paraíso infinito: Sauna Guaíba.
A resposta que fica internalizada no meu ego é simples. Até simplória demais para complexidade que é montar uma esquadra a ponto de bala. Que chegue nas cabeças. Levante taças e mais taças. Consagre o goleador, melhor ataque, defesa menos vazada, gol mais bonito... Eu respondo para mim e para meus companheiros de fascínio pelo futebol virtual dizendo que é a paixão. Não existe outra palavra que exprima melhor a sensação de passar a tarde, e muitas vezes parte da noite, na companhia de bucaneiros senis em busca de uma taça abstrata, que navega nossas mentes durante a semana nas negociações de jogadores e idealizações táticas para vencer o adversário que nos derrubou nas quartas-de-final da última contenda. Eu, ele, nós somos apaixonados por isso. A paixão é nosso meio de transporte (te extraño, Drexler) para apertar aqueles quatrocentos botões puramente no instinto, as vezes na grosseria, em busca do gol que nos dê três pontos no ranking e para depois poder tomar aquele gole de coca-cola brindando a vitória estafante. Na derrota, nada mais trivial que colocar o balde de pipoca no colo e não pensar em outra coisa senão acabar com o produto para que teu inimigo passe fome e não renda a mesma coisa dentro de campo na próxima partida. Não posso deixar de elogiar, também, aos pais dos anfitriões. Esses também nos transmitem paixão ao liberar hectares da casa para prática de algo inconsequente, ingênuo, mas que erradia felicidade nos olhos de cada um. Até a vuvuzelaços já resistiram. Mas isso é barbada para quem já resiste bravamente as narrações em ré sustenido do Felipe Uhr, que divide o microfone com o espirituoso Rodrigo Bessa. Para nós brasileiros que resistimos a uma ditadura militar de 20 anos, tiramos de letra o mau-humor do Ilmar, às inconveniências da minha parte ao escolher o Lucho como segunda opção e às inquietudes do Gabriel Reinaldo. Isso sem falar dos bufos do Vinicius ao comemorar um gol e seus comentários de elevador. O que seria do campeonato sem seus astros e seus defeitos? Viemos ao mundo para isso: para conviver. E, principalmente, aprender a conviver. A Jovens League é um aprendizado. Uma epopéia. Um orgulho para qualquer participante. Eu me arrisco a dizer que, depois do Eike Batista, as 11 pessoas mais felizes deste pais somos nós: jovens guerreiros da távola futebolesca.
No entanto, não nos enganemos tão facilmente. Quando externalizo aos meus questionadores o porquê da minha participação assídua no campeonato eu vos respondo: “A minha locomotiva é a A La Minuta atômica. Se não fosse ela, seriam Outros 500”.
Jovens League sendo realizada durante queda de luz na Avenida Azenha
À la minuta. Controle não obedecendo. Câmera muito perto. Câmera muito longe. Jogador pra baixo. Grito. Urro. Vuvuzela. Uhr. Jogar como nunca e perder como sempre. Gol que faz falta no final. Narrações de todos os narradores em um único jogo. Dinheiro pra Coca. Secação. Escolha de jogadores comemorada pelos adversários. Troca de jogadores indecentes. Vini e a comemoração. Ilmar e Adebayor. Azevedo e os jogadores que falam a língua espanhola. William pregando toucas. Gabriel Reinaldo e Ibrahimovic. Ilmar e Cristiano Ronaldo. Gabriel Bessa e Rooney. Rodrigo Bessa e Amauri. Penny comentarista. Guilherme e a primeira fase. Eu e minha retranca. Uhr e a derrota. Uhr e o Rebaixamento. Peido do Uhr.