quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A retirada do Peñarol

Hasta!


Eu recordava essa semana dos primeiros campeonatos de ludopédio virtuais que fazia com meus amigos. Um papel, uma caneta e um computador. Era o que bastava para a alegria rolar solta e o jogo se tornar uma justificativa para qualquer coisa: churrasco, conversar com teu companheiro entre uma partida e outra, entre um talagaço e outro de alguma substância proibida, entre uma profanação e outra de o que fazer depois da diversão. Eu recordava essa semana do arcadismo que eram os campeonatos. Se chegássemos até o final da competição com o saldo de gols sendo marcado era digno de estourar uma champanhota e o resultado da final ninguém lembrava no outro dia, não porque foi desimportante – jamais. Mas sim porque a companhia foi tão boa, o churrasco estava tão bom, a festa foi tão proveitosa e o trago foi respeitável. Eu recordava essa semana do que fazíamos nos sábados à tarde, antes do incremento da Jovens League. Muitas vezes dormíamos, é bem verdade. Mas outrora éramos freqüentadores de parques, como fizemos em um desses que não tivemos quórum. Tomávamos chimarrão, falávamos sobre a vida como ela é, como ela foi, como será. Chutávamos bola no gramado varzeano e inventávamos comemorações toscas para simbolizar o gol da vida real feito entre dois galhos de árvore. Marcávamos peleias contra times desconhecidos. Mas é verdade, muitas vezes passávamos tardes dormindo. Eu recordava essa semana da primitividade das nossas competições. Discussões? Somente para pegar aquele naco de carne bem passado. O que nos levava de fato a reunir a juventude era a celebração. Não existia rivalidade. Disso já basta um ser colorado outro gremista. Não existia briga ou disputa por ser bem ou mal colocado num tal de ranking. A competitividade já está aí na rua, no trabalho, nas relações desumanas. Entre amigos não há competição, um estar na frente do outro é pura ilusão.

Hoje a Jovens League é (pós-) moderna. Há ranking, sorteio virtual, escolha de elencos, transações, BID. Até participante virtual teremos. Um escritor colombiano, chamado Gabriel Garcia Marquez, certa vez disse: “O que nós precisamos não é de modernidade, precisamos mais é de retroatividade”. A Jovens League trouxe uma grande revolução para nós, nobres viventes. O que era pra ser lúdico, ingênuo, travesso, passou a ser libado, conflituoso e, por vezes, transgressor. Os bate-papos entre amigos muitas vezes são levados para o assunto Jovens League e, muitas vezes (desculpe o pleonasmo), sendo levados a discussões totalmente desnecessárias e o mais grave: discussões sérias. A ala-minuta, a principal locomotiva, o frisson, a majestade, virou coadjuvante, secundária. O papel foi trocado pelo teclado, a ingenuidade pelo profissionalismo, a travessura por formosura e a brincadeira por obstinação. Até que ponto é verdadeiramente válido termos uma organização tão grande? Será mesmo essa a proposta de um bando de malucos por futebol? Não me atrevo em nenhum momento a dizer que a organização é o ópio da competição. Longe disso. Mas me atrevo a dizer que ela faz com que o que é para ser algo libertário, se torne em algo limitado, com fronteiras. E uma “competição” entre amigos, para mim, não pode assim ser. De imposições para cima de nós acho que estamos cheios. “Atravesse na faixa”, “Ultrapasse pela esquerda”, “Puxe a cordinha para descer do ônibus”, “Não estacione: garagem”. De regras já basta nossa Carta Magna, os códigos civil, penal, do contribuinte, caralhaquatro. O momento de amigos é para descontrair, discutir a verdadeira validade das regras (da sociedade), e não criá-las, recriá-las, legislar. Amizade é para ser ilimitada, não aduaneira.

O que quero deixar claro é que não estou pessoalizando esse protesto. Todos nós somos responsáveis pelo que cativamos. E nós cativamos essa competição para trazê-la viva até hoje. E bem viva, com grande expectativa de vida. É uma bonita e bela confraternização. Mas, em algumas coisas, tem deixado de ser saudável para mim. Por isso, retirar-me-ei da Jovens League. O Peñarol deixa sua marca como um clube anti-futebol-moderno e vai respirar os ares do futebol clássico uruguaio, onde os gramados tem crateras, as goleiras tem furo nas redes, o placar é trocado manualmente, o pau come durante a partida, mas, no fim, todos estão assando um churrasco no quintal do estádio, num agregado de tijolos e espetos enferrujados.


Carboneros se despedem de sua fanática torcida que sempre tomou a Arena Bessa


Avante, vida longa à Jovens League.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

FESTA EM ALMAGRO: UHR DESEMBARCA


Os moradores do bairro Nueva Pompeya estão enfurecidos desde ontem. Muitos não conseguiram dormir devido ao barulho dos rojões, que estourados em Almagro , bairro vizinho, ecoavam por toda vizinhança. O motivo do alarde vem de Amsterdã e é conhecido apenas por três letras.
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Tão logo acabou a 17ª edição da Jovens League e começaram as especulações para onde iriam os técnicos. Muitos permaneceram em seus clubes, outros escolheram a mudança de ares. Quem acompanhou essa leva de técnicos que migrou de estádio foi Felipe Uhr. O técnico mais polêmico da Jovens League anunciou na tarde de terça-feira, 5 de outubro, o seu novo recinto. “Volto a morar em Buenos Aires porém vou treinar o San Lorenzo” afirmou ao chegar na capital argentina. O anúncio de Felipe foi o início de uma grande festa no Bairro de Flores na região metropolitana de Buenos Aires. Os adeptos do San Lorenzo estão em extase com a contratação de Uhr. “ és um treinador fabuloso” disse um torcedor. Los Cuervos, como são conhecidos, foram receber, ontem mesmo, Uhr hoje no estádio Estadio Pedro Bidegain em Almagro que concedeu coletiva logo após a apresentação. Durante a coletiva Uhr falou da negociação de dois dias, da preferencia por Buenos Aires, da grande passagem pelo Ajax e do grande desafio de treinar um time centenário. “Faremos um grande trabalho, os jogadores escolhidos sao de muita qualidade” afirmou Uhr
Torcida foi ao estádio recepcionar Uhr


Elenco

O grupo de 20 jogadores, que servirão o San Lorenzo na próxima Jovens League já está definido. Nomes como Mascherano e Toldo, que já haviam trabalhado com Felipe anteriormente, estão no plantel A grande novidade é o atacante “Brasiliano” Amauri. Um dos artilheiros da Jovens League disse que irá fazer de tudo para ficar marcado na história do clube. O atacante Villa e os zagueiros Samuel e Materazzi são outros nomes consagrados que vestirão a camisa grená.

Amauri: promessa de muitos gols

O Craque

De todos os grandes atletas presentes no clube de Flores nenhum, talvez, tem tanta responsabilidade como ele. Ribery chega a Almagro com o peso da camisa 10 nas costas. O meio campo terá a missão, ao lado de Mancini e Xabí Alonso, de servir a Villa e Amauri. O craque francês disse ontem, ao desembarcar no aeroporto de Buenos Aires, que garra e raça não faltarão. Sobre ser o jogador mais feio da Liga, Riberry disparou: " Sou melhor também"

Riberry vai ser um do pilares do time de Uhr

Metas

Por fim Uhr citou na coletivaos principias objetivos do clube. “Na prmeira temporada o principal é não cair. Mas tenho certeza que alçaremos voos maiores” O treinador lembrou quem seus times vem crescendo a cada competição e por fim completou: “ Não saio daqui sem um título”


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Rooney segue os passos de Zé do Maraca

Lembram do Zé Alcino? Atacante longelíneo, de passadas largas, de tiro certeiro, de jogadas de flanco? O jogador ganhou destaque atuando no Grêmio, clube pelo qual ganhou vários títulos de expressão. Quando defendia o Tricolor Gaúcho, em 29 de agosto de 1999, em uma partida contra o Flamengo, válida pelo Campeonato Brasileiro e disputada no Estádio do Maracanã, Zé Alcino marcou três gols na vitória gremista de 4 a 3 sobre o Rubro-Negro Carioca, recebendo então a alcunha de Zé do Maraca.

Pois bem, sabe qual a semelhança dele com a Estrela inglesa Wayne Rooney? O número da chuteira? O cabelo de Bombril? os dois traíram as mulheres grávidas com prostitutas? NÃO!!!

Esses dois GRANDES atacantes de nível MUNDIAL trocaram o Inter pelo Grêmio, de longe a maior rivalidade do Brasil, quiçá da Alface da Terra. Rooney, polêmico como sempre, comentou o fato, que fez ferver Porto Alegre.

- Rivais?? Me lixo pro Inter agora, quero que se F$#@%. Estou finalmente no maior. Vermelho agora só o sangue que suarei para dar títulos ao Grêmio. Rodrigo Bessa terá um atacante que se entrega até o último segundo de jogo - disse Rooney, bebericando pela primeira vez uma Polar bem gelada - Essa P$#%@ é boa pra C$#¨$#lho! E as mulheres nessa cidade então, nossa mãe!

Rooney e outras estrelas entréiam no Grêmio na próxima Jovens League. Vamos Tricolooooooor!


E parece que tem mais gente querendo mudar de lado...



domingo, 3 de outubro de 2010

SOY LOCO POR TRI AMERICA






A 17ª edição da Jovens League demonstrou ao mundo o que todos esperavam, Gabriel Reinaldo se consagra como maior treinador da história ao conquistar seu sexto título, sendo o terceiro pelo América de Chaves.



Com uma campanha irretocavel, com 100% de aproveitamento durante todo o campeonato, melhor ataque e artilheiro da competição o América do Mexico chegou ao seu terceiro título. A equipe campeã foi a campo com Casillas; Gallas, Toure, Bruno Alves, Gonzalo; Essien, Iniesta, Cassano; Robinho, Miccoli e Ibrahimovic. A final foi novamente contra Gabriel Luxemburgo Bessa, um treinador que procura explicações para mais uma derrota para Gabriel Reinaldo.


Ao final do jogo a torcida prestou uma merecida homenagem ao treinador Gabriel Reinaldo, que deixou o clube mas estará sempre no coração dos torcedores.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010